História de um garoto no Balão – “Jornalismo em uma Era onde todo mundo pode jogar”

Sátira a farsa para aparecer na TV - Mãe sorri para as câmeras fora da casa de Richard e Mayumi Heene - pais do garoto que supostamente teria voado em um balão acidentalmente.
“O garoto do balão”. A história explodiu na TV e no Twitter – um menino de 6 anos cruzando o céu do Colorado, nos Estados Unidos, sozinho dentro de um balão de gás. Todo mundo ficou acompanhado o desfecho, imaginando se a criança sairia com vida, onde e como o balão aterrissaria.
O que seria um acontecimento dramático para uma família, no fim das contas era uma farsa montada pelos próprios pais – que para (?) surpresa geral, inventaram a história buscando ficar em evidência e conseguir um contrato em algum programa de televisão.
Numa análise mais profunda, rende até estudo sobre essa influência do reality show na sociedade, a obsessão por essa necessidade de aparecer e de ser visto.
As autoridades caíram no conto e – aparentemente – a Imprensa também.
Mas e como foi esse processo de apuração? Para quem acompanhou pela TV a cobertura, ficou parecendo um pastelão midiático. O episódio sinaliza para a necessidade de checagem da informação e em tempos de Jornalismo Cidadão, a obrigatoriedade de um filtro em tudo o que é dito – até chegar ao que vai ser publicado.
Al Thompkins, do Poynter, entrevistou a editora chefe da emissora de Denver (premiada pela cobertura do atentado em Columbine), que recebeu o primeiro telefonema do pai e acabou repercutindo o fato em escala nacional. Serve como exemplo para evitar futuros episódios de showrnalismo com ares de comédia pastelão. Nem tudo em TV é um reality show, nem pode ser.
Al Tompkins: Como sua redação lidou com a ligação de Richard Heene. Antes de colocar a história no ar, o que vocês fizeram para tentar descobrir se era real?
Patti Dennis: Richard Heene ligou para a redação às 11:05 da manhã. Histérico, ele disse para nosso chefe de produção que seu filho estava flutuando em um balão de gás e nos perguntou se podíamos lançar o Sky9 para encontrá-lo. O editor começou a questionar Heene para saber se a história era verdadeira.
Heene disse ao editor que ele tinha ligado para nós e sua esposa para o 911. O editor pediu um número de telefone e informou que ia conversar com o diretor da emissora. O editor veio até meu escritório muito enrolado com a história de um balão flutuando por Fort Collins com um garoto de 6 anos dentro. Levei alguns minutos para sequer conseguir captar o que ele estava dizendo.
Nossa secretária já estava ligando para a polícia de Fort Collins e para o escritório do delegado do condado. Não conseguimos a confirmação imediata, pedi o telefone de Heene (pai da criança), então liguei para ele. Ele se identificou e disse que seu filho estava flutuando sem rumo depois de entrar acidentalmente dentro de seu balão de gás. Eu disse que não acreditava nele. Perguntei porque ele não estava seguindo o balão com o seu carro. Heene me disse que “eles” disseram para ele permanecer a postos. Perguntei o nome do filho e qual escola ele estava matriculado, porque achava que poderia nos ajudar a cruzar as referências da história dele. Então perguntei porque ele não tinha ligado para a polícia, ele disse que o oficial estava lá. Pedi para ele colocar o policial no telefone. O oficial entrou na linha e eu perguntei o nome dele. Disse a ele que não acreditava nele e que achava que ele fazia parte disto. Disse que podíamos usar nosso helicóptero se fosse verdade. Perguntei seu nome, número de distintivo e nome do seu supervisor. Nessa hora o oficial Jake Bowser me disse: “Madame, isso é um negócio sério”. Era 11:52 da manhã e assim como ele havia dito, um de nossos editores recebeu uma ligação do delegado informando que eles estavam começando uma busca por uma criança desaparecida em um balão. Nós lançamos o helicóptero, enviei uma série de e-mails, mensagens de texto, publiquei uma reportagem na Web e soltei no noticiário de meio-dia uma reportagem em um mapa. Nós tivemos nossas primeiras imagens do Sky9 ao vivo às 12:09 e nossa primeira visão do balão voador às 12:34.
Alguém da sua redação reconheceu Heene antes de vocês irem ao ar? Vocês sabiam com quem estavam lidando?
Dennis: Ninguém reconheceu o nome dele, mas os telespectadores rapidamente começaram a enviar e-mails dizendo que ele estava no programa de TV “Wife Swap.” Um dos nossos produtores investigativos fez uma busca no arquivo e descobriu que Heene e sua mulher participaram de um programa matutino nosso em 2007 fazendo uma demonstração de como construir foguetes em miniatura.
Que precauções vocês tomaram para não mostrar uma queda desastrosa ou um garoto pulando do balão?
Dennis: Eu estava na suíte durante todo o evento e conversamos sobre o que fazer. Não temos um delay (atraso) no sistema, então nos preparamos para tirar a transmissão ao vivo se houvesse uma queda. Como foi exibido, o balão fazia uma descida muito lenta, então decidimos permanecer com a cobertura em tempo real durante todo o tempo.
Como uma história como esta afeta sua capacidade de julgar notícias? Pode ser tentador não acreditar em mais ninguém.
Dennis: Acho que sempre tivemos uma boa dose de ceticismo e isso continua. Pressionamos Heene firmemente nesta reportagem desde a primeira ligação que fizemos para a casa dele. Decidimos que quando os oficiais nos disseram que se tratava de uma emergência, tínhamos obrigação moral de usar nossos recursos e habilidades para informar o público o mais rápido que pudéssemos. Isto não foi fácil de ser feito. Durante Columbine, o volume de ligações de telespectadores sobre a visão de policiais, bombeiros e ambulâncias na Columbine High School me deram a confiança de que havia alguma coisa acontecendo e alguma coisa que seria notícia. Você tem que fazer tantas perguntas quantas for possível, ser cético e usar sua coragem!
O que você pode nos ensinar, que aprendeu com esse episódio?
Dennis: Há mais e mais pessoas querendo enganar e manipular os media. Você deve ter um processo de vetar as contribuições dos consumidores de notícias. Todos em uma redação devem ser diligentes na checagem de palpites e ligações. Recebemos centenas de sugestões a cada semana. Gastamos muito tempo tentando determinar se há uma história e como trabalhar em torno de uma agenda de notícias que o pauteiro provavelmente tem. Nada muito profundo, mas soa como jornalismo em uma Era onde todo mundo consegue jogar.
Do que você precisa para ser contratado pela CNN?

Há cerca de 1 ano, a CNN anunciou que estava contratando o que eles chamaram de “all-platform journalists” (jornalistas de todas as plataformas), para expandir a cobertura em dez cidades dos Estados Unidos. Até agora, eles contrataram apenas quatro.
O diretor de cobertura da emissora, Victor Hernandez, disse em um workshop do RTNDA (Assoc. de Rádio e TV Americana) que eles enfrentam dificuldades para encontrar profissionais que atendam os critérios exigidos.
E quais são?
- Força editorial
- Técnica superior
- Presença no ar
- Mentalidade excepcional
De acordo com ele, a mentalidade é o mais importante de todos. A CNN quer que os seus “APJs” (“all-platform journalists”) sejam agnósticos quando o assunto é plataforma – ou seja, que não se limitem a nenhuma só crença pré-determinada.
“Queremos que eles olhem para o conteúdo de uma narrativa e não sejam que sejam envolvidos por idéias precedentes e a maneira como as coisas sempre tem sido feitas. É a habilidade de olhar cada história e transportá-la para a melhor plataforma”.
Os repórteres que eles contrataram até agora não trabalham em turnos convencionais – de preferência têm muitos dias para trabalhar em uma única reportagem.
Outro ponto importante: o objetivo da CNN é contratar pessoas com estilo único – “é realmente o repórter ‘anti-TV’ em termos de visual” Hernandez disse. “Nós queremos alguém espirituoso, espontâneo, interativo”
Os APJs tem que estar muito confortáveis com as tecnologias digitais também. Eles tem que saber usar o Final Cut Pro, por exemplo, um programa de edição de imagens profissional. Embora precisem de algum tipo de treinamento, já tem que bater na porta da emissora com habilidades em nível intermediário.
Tudo isso porque vão precisar trabalhar com um extensivo kit multimídia, usar inovações tecnológicas de ponta – como o sistema da CNN designado para capturar imagens de alta resolução que são enviadas para a redação ao vivo em poucos minutos. O que consta no kit da CNN All Platform?
- Câmera Sony Z1UHD
- Câmera fotográfica Canon
- Flip cam
-MacBook Pro
-Smart phones
-Air card (cartões de conexão sem fio)
-Telefones de satélite (telefone móvel que se conecta com satélites em órbita e tem cobertura em toda a terra)
Hernandez destacou os fantásticos avanços na cobertura possibilitados pela inovação tecnológica: “Anderson Cooper ficou ao vivo por uma semana inteira no Afeganistão através do IPTV. Não havia equipamento de satélite tradicional. Fizemos tudo através do Skype e alguns outros aplicativos. A diferença de qualidade era quase imperceptível do que temos de um satélite, mas o custo equivale a 10%”.
A CNN espera que estas ferramentas possam ajudar a energizar sua própria operação de notícias, ajudar jornalistas a pensarem diferentemente sobre o que pode ser possível, mesmo em tempos de economia difícil.
“Quero que tenhamos aquele start-up mental. Você sabe, aquele que diz ‘encontre uma próxima coisa ou você não vai comer na próxima semana”.
Em clima de Halloween: super-heróis da vida real
Às vésperas do Halloween – uma das datas mais badaladas nos EUA – só me lembro de uma reportagem que o New York Times publicou em 2007 – e que nunca saiu da minha cabeça pelo tema original e inusitado.
Vestido para o Halloween? Não, para limpar a Times Square. Este é o título de uma matéria sobre um grupo de ativistas americanos que se conheceram através do MySpace (site de relacionamentos), os “Superheroes Anonymous” (super-heróis anônimos).
Eles se auto-definem como “super-heróis da vida real” que circulam pelas ruas (principalmente de New York) praticando boas ações.
Os integrantes, literalmente, se vestem como heróis (e parecem estar prontos para o Halloween, embora não chamem o que vestem de fantasia, mas de uniforme): Vestem capas, misturam roupas extravagantes, além de usarem máscara para preservar suas identidades (também não revelam os nomes reais, eles têm apelidos como Street Hero, Red Justice, Cleaner, Direction Man).
O que fazem? cada um tem sua forma de ajudar o próximo.
Uma das “heroínas” é ex-prostituta e anda pelas ruas ajudando como pode outras mulheres que ainda estão na prostituição. Um deles (o Direction Man) guarda mapas no seu colete laranja para ajudar turistas e moradores perdidos. A “Cleanser” cata papéis pelas ruas, vestida à caráter. O “Red Justice” canta em metrôs para encorajar jovens a cederem seus assentos para os mais necessitados.
O líder do grupo é cineasta amador, estuda em Columbia e está produzindo um documentário com os “super-heróis”. Ele disse que luta contra o pior dos crimes: a apatia.
Já outro deles, o The Super, disse que resolveu mudar de atitude quando quase perdeu um amigo que caiu de um andaime: “Eu falei para mim mesmo: se eu tiver que esperar pelo prefeito da cidade para consertar tudo o que há de errado e perigoso na cidade, isso nunca vai acabar”, diz ele.
O The Super falou que é muito zombado, além de já ter sido alvo de ovos, pedras e até mesmo de um pedaço de carne congelada.E termina a matéria dizendo: “Não tenho muitos amigos. Muitos super-heróis estão tropeçando pelo caminho. E parte disto faz você definitivamente se sentir isolado, porque ninguém te compreende.”
Às vésperas de 31 de outubro, a reportagem traz jogo de sentidos interessante: um grupo de ativistas inusitado, em plena época de fantasia, na cidade mais americana do país do Halloween.
Um misto de matéria divertida (porque causa estranheza), mas com uma temática no fim das contas bem séria: talvez seja esta uma das propostas de um jornalismo com “humor”, que trata de assuntos “sérios” de forma mais leve e consequentemente mais atraente.
Um grupo de pessoas que, absolutamente, foge desse estado de mansidão (ideológica) em que a maioria de nós vive. Mas sabe o que mais causa estranheza? Não é ver pessoas de repente vestidas de super-heróis ajudando outras em plena cidade que respira individualidade. O que é mais estranho somos nós estranharmos este tipo de atitude. E muito mais bizarro é ter pessoas que zombam e agridem física e verbalmente seres humanos que se libertaram das convenções de uma sociedade que não se respeita e, com pequenas atitudes, não só estão reclamando, como estão pondo a mão na massa.
Guia da Fundação Nieman para cobertura de Pandemias
A Nieman Foundation, organização de pesquisa do curso de Jornalismo de Harvard, disponibilizou um guia completo para a cobertura de pandemias: com fontes de pesquisa para repórteres e editores que trabalham com detalhes muitas vezes complexos e confusos nas reportagens sobre gripe. A maior parte das informações são relevantes para qualquer tipo de pandemia e influenza, se estendendo além vírus H1N1. “É escrito e editado por jornalistas, para jornalistas”.
Em tempos de recessão, a bicicleta é opção…(ou não)

Lucy Danziger, editora da Self, que pedala do Upper East Side para o escritório da Condé Nast no Midtown.
Que tal economizar dinheiro com transporte, indo de bicicleta para o trabalho? Essa foi a opção de uma das editoras chefes da Condé Nast, um dos maiores conglomerados do mercado de publicação impressa dos Estados Unidos. A crise atingiu forte: nos últimos meses quatro revistas decretaram falência e as restantes – dentre elas a Vogue de Anna Wintour – tiveram que cortar um quarto do orçamento para se manterem no mercado.
Então, Lucy Danziger (a da foto), achou melhor abrir mão da regalia de ter um carro exclusivo da empresa a seu dispor – melhor ficar com o emprego. E vai trabalhar de bike. Ela disse que não espera andar de bicicleta durante as nevascas ou quando tiver reuniões excepcionalmente importantes. Disse que pode até dividir um táxi para poupar dinheiro: “Uma coisa muito New York de se fazer”.
Pois é, infelizmente, isso ainda não é uma “coisa muito Brasil de se fazer”. Lá eles se preocupam com o frio. Aqui nós temos que enfrentar um calor insuportável, falta de ciclovias e dividir táxi não é lá muito aconselhável. De bicicleta corremos o risco de chegar com aparência deplorável ou até mesmo de nem chegar. Ah – esqueci do risco de perder a bicicleta – roubada.
Onde você estava quando o muro caiu?
O dia 9 de novembro celebra os 20 anos da queda do Muro de Berlim, acontecimento lembrado como marco do fim do comunismo na Europa. O The New York Times quer publicar fotos documentando a data. O jornal abriu um espaço para que os leitores enviem suas imagens e relatem as memórias que tem do evento. Pode render um belo panorama – uma excelente maneira de centralizar histórias ricas de quem vivenciou o momento.
Repassando – Seguro para Jornalista + Twitter X Produtividade + Fim de diploma diminui procura por curso
Comissão aprova obrigatoriedade de seguro para jornalista em áreas de conflito
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou o Projeto de Lei do deputado Celso Russomanno (PP-SP), que obriga as empresas jornalísticas a contratar seguro de vida, com cobertura nos casos de riscos de morte e invalidez, para jornalistas profissionais que atuam ou forem transferidos para áreas de conflito. A proposta inicial de Russomanno previa a cobertura de mil salários mínimos (R$ 465 mil), mas a quantia foi revista para o valor mínino em 250 salários mínimos (R$ 116.250, em valores atuais). O projeto ainda será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público, e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Estudo aponta que Twitter e redes sociais custam bilhões em produtividade
Pelo menos US$ 2,25 bilhões ao ano. Esse é o valor que o uso do Twitter e de redes sociais custa para empresas no Reino Unido, revela uma pesquisa feita no país, pela consultoria Morse. O estudo avaliou os hábitos de funcionários em 1460 escritórios. Dos entrevistados, 57% disseram usar sites de redes sociais para uso pessoal. O tempo estimado de uso pelos colaboradores é de ao menos 40 minutos de sua jornada semanal, para posts de mensagens no microblog ou acompanhar perfis no Facebook, tempo que equivale a uma semana de trabalho a cada ano. Segundo a pesquisa, o Twitter e outras redes sociais prejudicariam a produtividade dos funcionários, já que, ao contrário de mensagens instantâneas, não agilizam a comunicação para os negócios. Apesar de fazer essa análise, o estudo diz que proibir esse tipo de comunicação para a “geração plugada” da atualidade é um risco para a motivação dos funcionários. A sugestão da consultoria é o uso moderado das redes sociais.
BBC cria cargo de editor de mídia social
Com o intuito de investir cada vez mais em redes sociais e se adaptar ao cenário da mídia mundial, a BBC acaba de criar o cargo de editor de mídia social. O profissional, que vai trabalhar no escritório na Inglaterra, tem como função explorar cada vez mais as novas mídias. A BBC também vai investir num novo site, para dar ênfase às novas mídias.
Fim do diploma influencia queda na procura por Jornalismo da USP
Pela primeira vez em dez anos, menos de dois mil candidatos se inscreveram para concorrer a uma das 60 vagas oferecidas pela universidade. O fim da exigência do diploma de graduação para o exercício profissional é um dos fatores que influenciaram a queda. Desde o início da série histórica, em 1995, o vestibular para 2010 é o que apresentou a menor relação candidato x vaga: 32,35. Ano passado, o curso era o terceiro mais procurado. Este ano, ocupa o sexto lugar. (Fonte: Comunique-se).
Twitter, Facebook, Orkut – Explore a mídia social!
Um estudo nos Estados Unidos apontou que pelo menos 70% dos jornalistas usam algum tipo de mídia social ao executar etapas primordiais do trabalho – como encontrar fontes e informações mais rapidamente.
Para Chip Mahaney, diretor de conteúdo digital de uma estação de TV americana, o Twitter, Facebook e outras ferramentas de mídia social podem ser usadas de três maneiras:
1) Apuração (Newsgathering)
2) Difusão (Dissemination) e
3) Compromisso (Engagement)
Na apuração, ferramentas como Trendsmap.com , por exemplo, permitem o mapeamento das tendências na área de interesse e em tempo real no Twitter. Quando se tem tempo para checar e cruzar dados, isto é viável, mas no breaking news (notícias de última hora) isso não tem valor.
O Facebook (ou Orkut), por exemplo, é freqüentemente usado como um meio para encontrar amigos ou parentes dos geradores de notícias ou como uma ferramenta para encontrar pessoas afetadas por um acontecimento em particular.
E embora os jornalistas estejam twitando sobre histórias que eles mesmo estão cobrindo, Mahaney acha que eles poderiam estar fazendo mais para capitalizar o conteúdo que Twitter fornece. “Twitter é aberto” Mahaney disse. “Eles estão dando distribuindo informação de graça.”
Ele sugere que as organizações de notícia criem feeds customizados sobre tópicos particulares. As emissoras podem tentar segurar a audiência no Twitter soltando chamadas como “Trânsito em São Paulo” ou “Tempo em Brasília”. Essa estratégia tem ainda mais eficácia quando acontece um engarrafamento ou há uma situção de clima severo e instável.
Para Mahaney, as organizações de notícias e os jornalistas podem fazer mais para engajar seus seguidores.
“Peça ajuda a alguém em um tweet. Deixe os seguidores saberem que você os está seguindo ou re-tweet uma mensagem para mostrar que você lê o que os outros escrevem.
O truque para conseguir mais seguidores, também é seguir. Outra boa estratégia de engajamento é o re-tweet sobre algo que alguém escreveu.
E você pode checar o impacto dos seus próprios tweets no TwitterCounter.com, que permite o acompanhamento da efetividade dos seus tweets. Ou você pode experimentar o Twitazlyzer.com , que avalia a quantidade de lixo versus informação real que os seus tweets geram.
Uma chance de perceber que tipo de influência o nome do seu Tweet tem e uma forma de você checar sua marca.
Brasil é o 16º país com mais jornalistas mortos
O Brasil ocupa a 16ª posição no ranking que conta o número de jornalistas mortos por motivos ligados à profissão. Foram 16 casos, todos assassinatos, de acordo com estudo elaborado pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), que contabiliza o número de mortes desde 1992.
O Iraque lidera a lista, com 140 mortes; no mundo, foram 758. Um dado que chama a atenção é o da impunidade. Apenas 5% dos casos foram totalmente solucionados e 7% parcialmente.
O estudo também revela que, no mundo, 33% dos suspeitos das mortes são grupos políticos e 20%, representantes dos governos.
O levantamento completo está disponível no site da entidade.
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