Telemultimídia: o retorno…
Pode parecer loucura (por causa da múltipla jornada), mas não consegui postar um THE END no Telemultimídia. Esse blog reúne muitas leituras e vivências que não posso e nem quero esquecer. Que preciso na verdade retomar. 2 TVs e 1 Portal não vão me tirar daqui. Claro que não posso postar com a mesma frequência, mas prometo trazer muitas informações úteis para quem gosta dos meios multimídia. Outro dia dando aquela vasculhada no laptop encontrei duas coisas que me fizeram voltar rapidamente para cá. Amo mesmo o meu trabalho!


Papai Noel existe?
Sou declaradamente apaixonada por capas-pôster, e essa especial do dia 24 de dezembro, no jornal The Patriot Ledger, de Massachusetts é simplesmente mágica, perfeita! Acho que compraria o jornal só para guardá-la.
E eis que a capa embala uma edição que reconta uma história bem fofa: o jornal reproduz um editorial do New York Sun, de 1897, que traz a seguinte questão (segue tradução de um trecho):
Papai Noel existe?
Nós temos o prazer em responder imediatamente e assim de forma destacada a pergunta abaixo, expressando ao mesmo tempo nossa imensa satisfação na confiança em que seu autor deposita na equipe do The Sun:
Querido Editor:
Tenho 8 anos de idade. Alguns do meus amigos dizem que o Papai Noel não existe. Papai diz `Se você vir isto no The Sun então é verdade.’ Por favor me diga a verdade: Existe um Papai Noel?
Virginia O’Hanlon.
115 West Ninety-Fifth Street.
New York City
Virginia, seus amigos estão errados. Eles tem sido afetados pelo cetismo de uma geração cética. Eles não acreditam em nada, exceto no que vêem. Eles acreditam que nada pode estar no que não é compreensível em sua mentes pequenas.Todas essas mentes, Virginia, seja de homens ou de crianças, são pequenos. Neste nosso imenso universo o homem é um mero inseto, uma formiga, em seu intelecto, comparado com um mundo sem limites sobre ele, na medida de sua capacidade intelectual de captar a inteira verdade e conhecimento.
Sim, Virginia, Papai Noel existe. Ele existe assim como certamente existem o amor, a generosidade e a devoção, e você sabe que estas coisas enchem a sua vida de beleza e alegria. Ah! Quão triste seria o mundo se não existisse o mundo se não existisse Papai Noel. Seria tão triste como se não existissem Virginias. Não haveria crença infantile então, nem poesia, nem romance para fazer tolerável essa exisência. Nós não teríamos divertimento, exceto senso e visão. A vida eterna com que a infância preenche o mundo estaria extinta.
Que fofo! Apesar de o editorial ter mais de 100 anos é inegável que sua mensagem continua bem atual. Emocionante… Bem mensagem de fim de ano. Também não deixa de ser notável a credibilidade que o jornal no contexto/época, aparentava ter.
Sonho de “consumo” de hoje: entrevistar Tom Cruise…
De passagem pelo Brasil para divulgar o longa “Encontro explosivo”, os astros Tom Cruise e Cameron Diaz deram uma entrevista exclusiva para a apresentadora do Fantástico, Patricia Poeta. Essa já é a terceira vez que a jornalista conversa com Tom Cruise. Já reparou que a morena abocanha as entrevistas mais quentes da emissora??? Garota de sorte! Zeca Camargo parece que perdeu o posto de Repórter + Pop da Globo.
Fotos: Reprodução.
Figurino: Fátima Bernardes e os cachecóis
Já que estamos falando de Copa do Mundo e de Fátima Bernardes vale ressaltar outro aspecto que chamou a atenção dos telespectadores nas entradas ao vivo da mulher do Bonner: o uso dos cachecóis. A apresentadora do JN aproveitou o frio para dar um upgrade nos figurinos para o telejornal. Durante a cobertura Fátima usou e abusou dos cachecóis, casacos e até mesmo de um gorro… Não é para menos – enfrentar uma temperatura de 7ºC à noite não é moleza. As produções ficaram muitos elegantes…
No blog da jornalista ela falou sobre a preparação para a escolha dos acessórios:
A ideia era preparar alguma coisa que remetesse às cores da África do Sul e do Brasil. Uma amiga minha, que foi figurinista por muito tempo, me disse que conhecia uma artesã em São Paulo que poderia fazer as peças. Ela mesma encomendou pra mim e trouxe vários modelos para eu escolher. Acabei ficando com todos. Achei lindos e quentinhos.
Ou seja, é claro que antes de embarcar em uma cobertura especial é necessário estudar as condições climáticas do lugar para onde se vai. A palavra-chave é preparação. Quer saber mais sobre os cachecóis da Fátima? Clica aqui.
Bastidores de uma âncora na Copa do Mundo…
Se o Brasil fosse o campeão da Copa do Mundo da África, certamente Fátima Bernardes seria apontada como o amuleto da sorte da seleção. Mas, como o enredo não foi (mesmo!) esse, a âncora do JN também volta para casa sem um título… Apesar dos pesares, cobrir um evento como este é um sonho de todo jornalista… A bagagem cultural que se traz na volta é inestimável… Trabalho duro na certa, responsabilidade gigante, mas sem dúvida muita diversão…Preparei aí uma seleção dos melhores momentos Off-Air da Fátima lá na África…
Concurso premia reportagens com o tema “água”
A AmBev lançou, em parceria com a agência de notícias Inter Press Service (IPS), o prêmio “Água: o mais essencial dos recursos naturais”. A premiação irá reconhecer as melhores reportagens sobre a valorização da água. Podem participar jornalistas que inscreverem trabalhos sobre gestão de recursos hídricos, condições de salubridade das fontes de água potável, saneamento e tratamento de água residual, uso responsável da água, impacto das mudanças climáticas no nível do mar, entre outras relacionadas ao tema. Outras informações sobre o concurso estão no site da agência IPS. Fonte: Comunique-se.
Multi-leituras…
Estava dando uma “varrida” nos e-mails e me deparei com estas excelentes dicas de leitura. São temas diversos e bem interessantes, cada um a seu modo. Cada vez me convenço mais da ideia de que devemos (pelo menos tentar) conhecer um pouco de tudo. Tarefa impossível – é claro – mas que ao mesmo tempo que é frustrante, também pode ser prazerosa.
Copa da África: histórias que raramente aparecem na TV
A Copa do Mundo é uma festa só por muitos motivos. Os pessimistas podem até ver o evento como uma perda de tempo e de energia. Mas é muito bom ter este “intervalo psicológico” no tempo – até mesmo para deixar a mente respirar de tantos assuntos pesados.
É bom torcer por coisas simples (que provavelmente não vão mudar a vida de ninguém), é bom reunir as famílias e os amigos (trajados com roupas e adereços bobos), é bom ver tanta gente, de tantos lugares diferentes, com um objetivo em comum.
E a Copa da África então é uma festa para os olhos. É uma oportunidade rica e única para quem trabalha em TV. As imagens são fortes demais. As histórias são emotivas demais. Os personagens são exóticos demais. Daí para a cobertura virar um espetáculo…
Mas vou ser otimista em relação a isso: é um espetáculo bonito. Os rostos de um continente esquecido se tornam protagonistas… As dores de um povo esquecido são contadas e conhecidas por telespectadores do mundo inteiro. De certa forma isto marca uma época – fica na mente de muitos.
Enfim, pensei, pensei, porque não podemos de vez em quando colocar em evidência outras histórias e outros personagens nas nossas reportagens que raramente tem voz e vez na mídia? Vamos fugir das pautas “embaladas”. Vamos diversificar. Vamos empreender.
- Procure as ideias dos outros.
Quando você envolve mais do que você mesmo na suas reportagens, o trabalho fica mais rico. Procure vozes e faces que raramente são vistas na TV.
- Procure “verdades”.
Podem existir tantas verdades quanto opiniões sobre importantes questões. Mas não foque as das suas reportagens apenas nos extremos dos “pros” e “contras”. Jornalistas devem fazer ainda mais do que buscar “as verdades” – devem mostrar. As inovações tecnológicas podem ajudar a fazer isto.
- Questione mais.
“O que mais eu deveria saber?”
“Com quem mais eu deveria falar?”
“Que tipo de imagens existem disto?”
- Evite as embalagens prontas. Não conclua reportagens precipitadamente. A maioria dos telespectadores raramente assiste mais do que três noticiários por semana. Portanto, tenha cuidado com as conclusões equivocadas – que, se corrigidas – podem não chegar até a audiência.
- Invista em suítes.
De tempos em tempos, retome matérias para ver o que mudou. Telespectadores adoram sequências.
- Construa um painel diverso.
Inclua raças, etnias, gêneros, religiões e minorias políticas.
- Agradeça.
Valorize o esforço da sua equipe: não se esqueça de agradecer as fontes, o seu editor, os produtores, os cinegrafistas.
Glória Maria: uma repórter especial
Glória Maria é uma das melhores referências do significado da profissão “repórter” para mim. Bom texto, colocações inteligentes, desenvoltura, excelente voz, segurança, enfim, é uma profissional que conseguiu acumular uma bagagem admirável.
Muito se falou sobre a saída do Fantástico, mas admiro muito mais o que ela faz nesta volta: ir atrás de boas histórias. Acho que ela rende muito mais neste “posto” – foi feita para isso.
Glória voltou à tevê depois de dois anos em grande estilo: retomando as grandes reportagens no Globo Repórter. A estreia foi com uma série em Brunei, na Ásia. Lá ela passou 16 dias desvendando um país que é considerado um dos menores e mais ricos do mundo. A motivação da matéria foi o ineditismo – mostrar uma coisa que nunca tinha sido feita pela Globo. No trabalho de imersão ela viveu aventuras: durante uma de suas caminhadas pela mata nativa (ela e equipe buscavam registrar imagens de uma rara espécie de macaco), sanguessugas entraram na bota que ela usava ) – eca!
Uma curiosidade: em 39 anos dedicados ao jornalismo televisivo, Glória jamais tinha assistido a uma reportagem que tenha feito – e não foram poucas – quando as mesmas foram ao ar. A primeira vez foi no retorno como repórter especial do Globo Repórter.
Sinal do sucesso – o primeiro programa em Brunei demonstrou o poder da jornalista: a atração deu 29 pontos na audiência, três a mais que a média registrada nas últimas exibições.
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