Diário de uma Foca: Viagem a Baía da Traição
Uma história que começa na Baía da Traição do século dezesseis. Rituais com narrativas seculares para contar. Repetidas ao longo dos anos, passadas de geração em geração. Única reserva indígena oficialmente reconhecida da Paraíba, os Potiguaras ainda conservam sua identidade.
O Toré até hoje resgata um pouco das raízes, em verso ou em prosa, em português ou no idioma oficial, o tupi-guarani. A dança é encenada desde os tempos primitivos. Os índios com vestimentas e instrumentos típicos hipnotizam os espectadores.

A população indígena Potiguar hoje é de cerca de 14 mil habitantes, espalhados em 26 aldeias e nas áreas urbanas de Baía da Traição, Rio Tinto e Marcação. Uma das maiores fontes de renda dos Potiguaras é o artesanato. A arte é produzida a partir da palha, ossos, sementes e coco. Colares, pulseiras, brincos e a indumentária indígena atraem turistas que vem até da Europa apreciar o trabalho.

Os visitantes também vêm em busca das belas paisagens que ficam em território potiguar. Não é qualquer que tem do quintal uma visão como essa. E que dá acesso a espetacular Praia de Tambá. Foi do alto dessas falésias em meados de 1500, onde os índios assistiram a invasão dos europeus, que vieram buscar as riquezas da terra habitada pelos indígenas. Até hoje as tribos reverenciam um guerreiro conhecido como Pedro Poti, que dedicou grande parte da vida a ser o guardião da aldeia Potiguar.
No princípio o lugar era chamado de Acajutibiró, que em tupi significa “sítio de caju”. O surgimento do nome Baía da Traição é cercado de controvérsias. Mas a versão mais aceita pelos historiadores é a de que o nome Traição se refira a primeira expedição em 1501 comandada pelo famoso Américo Vespúcio – quando três marinheiros portugueses teriam sido mortos e devorados pelos nativos.
Estar nesse lugar de areias brancas, vento forte e mar traiçoeiro é uma viajem na imaginação, noutro tempo… Onde se pode brincar de inventar gente que não existe mais, que sonhou, lutou, viveu e morreu aqui. Na região onde a história se trai, certeiro mesmo é só o horizonte, lá longe, onde das falésias é quase possível ver a chegada das caravelas descendo o Oceano Atlântico.

Pandemias são eventos globais que produzem ótimas histórias locais
Al Thompkins postou interessante levantamento de informações e idéias para cobrir o surto de Gripe Suína que pode se tornar uma pandemia.
Dentre os temas, sugestões de como fazer cobertura local do evento:
As dicas são do Nieman Report (Fundação da Havard):
“Realmente acho que uma reportagem sobre pandemia é local, local, local. O fato é, o que as pessoas pensam sobre pandemia, se eles estão se preparando, como eles estão se preparando, o que nos realmente queremos dizer as pessoas é o que está acontecendo na escola municipal, no distrito de polícia da vizinhança, no shopping mall. É onde está o drama real, a real narrativa, para aqueles que querem fazer narrativa.
Alguns exemplos:
- Se as pessoas irão trabalhar se sentindo doentes porque ganham por dia trabalhado e não podem se sustentar ficando em casa é uma história local. É uma história que você apura localmente para provar e personalizar.
- Se as pessoas vão insistir em procurar o hospital local, mesmo que as autoridades digam para não fazê-lo, porque eles têm um membro da família doente e pretendem enfrentar a polícia e o exército para conseguir atendimento para o familiar.
- Se as pessoas vão continuar com a vida normal mesmo que comece uma pandemia, porque são analfabetos e não sabem ler as mensagens do departamento de saúde pública local.
“As histórias na lista são situações que podem se tornar reportagens locais, específicas e diferentes em cada área, se ou quando uma pandemia começar. Também acho que há historias que podemos produzir agora sobre a preparação para uma pandemia que também são muito locais, específicas e diferentes em cada lugar.”
A sugestão é se ocupar para cobrir uma história respondendo questões fundamentais: “Para muitos cientistas e médicos, as perguntas essenciais que fazemos são: ‘Como você sabe isto? Quais sãs as evidências? ‘ Mas eu acho que há outra questão que devemos manter em mente: ‘Como isto funciona?’ Esta é a questão que irá te levar para o local, para cada detalhe granular do material que precisa escrever.
Alguns exemplos:
- Com que freqüência os centros de medicina especializada do hospital de sua cidade recebem entregas de suprimentos médicos e farmacológicos? 3 vezes por dia? Uma vez por dia? Eles tem reserva para 3 dias? Para 5 dias? Isto é algo que é necessário saber para escrever sobre as preparações dos hospitais.
- Se você tem grandes indústrias na sua cidade, de onde vêm os materiais crus que eles usam?
- A que distância fica os fornecedores que abastecem os supermercados locais? Quanto de mercadoria eles tem de reserva? Elas vêm direto do porto em seus caminhões refrigerados para o supermercado?”
Post relacionado: No ar – Cobertura da Gripe Suína.
No Ar: farra passagens, JN 40 anos e edital Ministério das Comunicações
Deputados defendem uso da TV para responder a noticiário sobre farra das passagens
De olho na repercussão negativa que tomaram as denúncias envolvendo abuso de parlamentares nos gastos de dinheiro público com passagens aéreas e uso de telefones celulares corporativos, deputados federais defendem uma reação rápida da Câmara, de preferência uma resposta em cadeia nacional em TV. O presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), será o responsável por defender os deputados.
“A cobertura é desleal”, disse o deputado Cândido Vaccarezza, líder do PT. Ele e outros líderes partidários se queixam do que chamam de generalização das denúncias pela imprensa. Vaccarezza diz que para a mídia todos participaram da farra das passagens. “As regras vigoravam havia 49 anos. Quem está corrigindo, graças à pressão popular, somos nós”, defende.
As informações são do Estado de S. Paulo.
JN 40 anos: as 122 afiliadas da Rede Globo
O Jornal Nacional vai completar, no dia 1º de setembro, 40 anos e está homenageando até lá as emissoras afiliadas: “Uma história como esta só se constrói com parcerias sólidas e o Jornal Nacional é isso: o resultado do trabalho de milhares de pessoas no Brasil inteiro, entre jornalistas e técnicos”.
Ministério das Comunicações vai abrir edital de licitação para emissoras de rádio e TV
Uma portaria publicada no Diário Oficial de 27/04 dá início à abertura de editais e licitações do Ministério das Comunicações para 64 emissoras de radiodifusão, 55 delas para rádios em frequência modulada e nove para TV. Em no máximo 60 dias, o ministério enviará ao Tribunal de Contas da União (TCU) os estudos de viabilidade econômica, de acordo com as exigências da Instrução Normativa (nº 27/98) e do Acórdão (nº 2266/2008).
Só com a aprovação do TCU é que o ministério poderá abrir edital para as licitações. As características técnicas e os planos básicos de cada serviço de radiodifusão foram analisados quando o ministério selecionou as empresas.
Dezoito estados foram contemplados no que diz respeito às emissoras de rádio. São eles: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
Já entre as emissoras de TVs, foram contemplados Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Norte, Sergipe e São Paulo.
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