Sobrecarregado!
O Columbia Journalism Review – site e revista – criado pela Universidade de Jornalismo de Columbia, uma da melhores do mundo – examina diariamente o desempenho da imprensa – de rádio a internet. Os artigos trazem considerações da área, apontam novos panoramas e reflexões, enfim são leituras praticamente obrigatórias para os estudantes e profissionais de jornalismo.
A revista é publicada a cada dois meses e alguns dos artigos ficam disponíveis on line, além dos textos atualizados todos os dias no site.
Uma das últimas edições trouxe uma reportagem absolutamente fantástica – com um conjunto de informações importantes, esclarecedores e de extrema importância para pesquisadores da área.
O título em original é “Overload”, (“Sobrecarregado” em português), e fala sobre a batalha do jornalismo por relevância na geração da informação em excesso. Vale a pena ler e arquivar os dados – atualíssimos – para futuras pesquisas.
Muitos jovens consumidores desejam mais notícias em profundidade, mas são incapazes ou relutam em entendê-las. A abundância de notícias e a ubiqüidade de escolha não necessariamente se traduzem em um melhor ambiente para consumidores”, concluíram os pesquisadores em seu relatório final. “Participantes deste estudo exibiram sinais de fadiga noticiosa; isto é, aparentaram debilidade por sobrecarga de informação e experiências noticiosas insatisfatórias. Ultimamente a fadiga de notícias levou muitos participantes a optarem rapidamente pela resposta de impotência. Quanto mais sobrecarregados ou insatisfeitos eles ficavam, menos esforços tinham vontade de investir.
A idéia de que os consumidores de notícias, mesmo os jovens, estão sobrecarregados, deveria dificilmente vir como uma surpresa. A era da informação é definida pela emissão: nós produzimos cada vez mais informação do que possivelmente podemos gerenciar, sem falar absorver. Antes da era digital, a informação era limitada pelos nossos meios para contê-la. Publicação era restrita por papel e custos de entrega; transmissão de TV e de rádio era limitada pela disponibilidade de freqüência e de tempo no ar. A Internet, por outro lado, tem capacidade ilimitada e um custo próximo de zero. Há mais de 70 milhões de blogs e 150 milhões de web sites hoje – um número que está se expandindo a uma velocidade de aproximadamente dez mil por hora. 210 bilhões de e-mails são enviados a cada dia. Dê adeus para o gigabyte e alô para o exabyte, cinco dos quais equivalem a 37.000 livrarias do Congresso. Apenas em 2006, o mundo produziu 161 exabytes de dados digitais, o equivalente a três milhões de vezes as informações contidas em todos os livros escritos até hoje. Em 2010, estima-se que esse número irá aumentar para 988 exabytes. Escolha sua metáfora: estamos afogados, enterrados, soterrados nisto.
Como conseguir se sobressair?
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