Dicas de moda para repórteres e apresentadores
Algumas dicas de moda e estilo para jornalistas, de uma das mais famosas consultoras na área do país:
Desde 1996, a jornalista Regina Martelli empresta os conhecimentos que tem em moda para vestir apresentadores e repórteres da TV Globo e afiliadas. Quando uma apresentadora surge com uma nova composição é a consultora que está por trás da inovação.
Responsável pela consultoria de moda do jornalismo da Globo, a principal função de Regina é aliar harmonia e credibilidade com uma imagem contemporânea. E como televisão é imagem, os olhos atentos do público passeiam pelos mínimos detalhes de quem está apresentando as notícias.
Regina também cuida do visual dos repórteres de rede de todas as afiliadas da emissora e presta assessoria aos telejornais locais do Rio e São Paulo. ‘‘Se uma pessoa do Amapá precisa fazer uma matéria para o Jornal Nacional, é necessário que esteja dentro do padrão da casa’’, explica.
O chamado ‘‘padrão global’’ inclui camisas bem cortadas e ternos quase obrigatórios, que são emprestados de sofisticadas grifes para as apresentadoras.
No caso de repórteres e dos homens que apresentam, todas as roupas são compradas. Para Regina, o terno é a roupa mais simples para que se esteja bem vestido em qualquer temperatura. Se a repórter estiver embaixo do sol com alcinhas, basta colocar um blazer, fazer a passagem elegante e depois tirar. ‘‘É muito prático’’, argumenta.
Mas sob um calor tropical nordestino e um rigoroso inverno do Sul, o figurino tem de ser rigorosamente fiscalizado para que o telespectador não tenha a impressão de que está assistindo reportagens de outros países em pleno território nacional. O figurino de quem está no Sul não pode parecer da Groelândia. E quem está no Nordeste não pode passar a sensação de que mora no Caribe.
Além das questões climáticas, outro problema enfrentado pela consultora são as inadequações explícitas de figurino, como estampas e texturas.
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Formada em Jornalismo pela PUC carioca em 1974, Regina começou em 1980 no caderno Ela do jornal O Globo, onde ficou até 1985. Em seguida, ainda em 1985, foi para o Jornal do Brasil, onde permaneceu até 1992, editando as reportagens de moda da Revista de Domingo. Dois anos depois, já afastada do JB, Regina recebeu o convite para criar um caderno de moda para o jornal O Dia, que havia acabado de passar por reforma editorial. Daí para a Globo foi uma jogada de mestre. Regina soube, por uma notinha no jornal, que a consultora Cristina Franco tinha acabado de sair da Globo, em 1996.
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