Qual empresa tem o escritório mais legal? Facebook ou Twitter?
Vamos comparar os dois escritórios que tiveram o crescimento mais meteórico no ramo das redes sociais: Facebook e Twitter.
Não é novidade que publicações empresariais afirmem que a estrutura de um escritório afeta diretamente a produtividade dos funcionários.
Alguns empresários obtiveram sucesso ao valorizar este aspecto mais humano no orçamento.
No Vale do Silício, onde trabalham os staffs do Facebook e Twitter, as companhias crescem rápido. Facebook tem receita anual de 500 milhões de dólares.
E aí, qual das duas empresas mais quentes novas do momento tem o escritório mais agradável? Vocês acham que as empresas investiram no lugar onde os criativos funcionários trabalham nas novidades?
Enquanto o impresso recua – a AOL floresce…
O nome AOL te lembra o que? Certamente aquele chiado arcaico da chamada telefônica de um modem – que se conectava com algum computador antiquado na Virgínia, estado sede da antiga matriz da companhia.
Mas AOL que por muito tempo foi ridicularizada por protagonizar a mais desastrosa fusão de empresas da história dos negócios, hoje floresce.
A empresa produz um dos maiores banco de dados de mídia digital – de livre apropriação – dos EUA.
O escritório na Broadway – em Manhattan – tem todas as marcas registradas de uma empresa digital bem sucedida. Jovens comendo e conversando sobre aplicações – enquanto outros discutem a otimização de ferramentas de busca em uma sala de conferência.
A única coisa estranha no quadro futurístico é o próprio nome da Companhia – uma velha conhecida de quem acompanhou o engatinhar da revolução da internet em meados da década de 90.
Há 300 produtores de conteúdo trabalhando na sede em New York, apoiados por centenas de outros freelancers e programadores mundo afora, editando textos e fotos para mais de 80 sites. 10 estão ranqueados no top 100 do Technorati. Politics Daily, que começou em Abril, já tem 3.6 milhões usuários exclusivos por mês, enquanto Politico, um nome muito mais conhecido no meio tem 1.1 milhão.
No conglomerado, os sites em propriedade da AOL têm cerca de 76 milhões de visitantes exclusivos.
Parte do segredo desse sucesso é a forma como a AOL conseguiu alcançar rápida credibilidade pela apropriação de talentos – despejados no mercado por causa da crise na indústria. Gente do The New York Times, National Journal, The Washington Post, USA Today, Time e Newsweek. E os salários desses profissionais são equivalentes aos dos antigos empregos, senão superiores.
“Não vou negar que a disponibilidade de talentos acelerou muito o nosso trabalho. Repentinamente nos últimos 18 meses, este imenso pool de talentos ficou disponível”, declarou o responsável pelos sites Politics Daily e DailyFinance.
Detalhe: parte da ideia é fazer com que os visitantes de sites como Engadget e FanHouse não saibam diretamente que eles provem de uma companhia que anunciava o velho “You’ve got e-mail”.
Após a fusão com a Time Warner anunciada em 2000, imaginou-se que a AOL seria o escape digital de toda espécie de conteúdo da companhia. Mas essa ação nunca se concretizou. E embora a direção da AOL não diga isso em voz alta, parecem que querem permanecer assim pela próxima geração. A meta é transformar a AOL em uma das maiores fontes de conteúdo do planeta – e de suporte para propaganda.
Informações retiradas da coluna de David Carr, do The New York Times. Ele escreve sobre negócios focados nas discussões da mídia – impressa, digital, rádio e TV.
Abaixo a Pirâmide Invertida na TV!
A transição de um repórter do impresso para o telejornalismo não significa que ele vai ter que abandonar o legado adquirido no outro meio. É preciso adaptar. Fatalmente na TV não há espaço para todas aquelas informações nas matérias de jornal, mas histórias poderosas são uma preciosa bagagem em qualquer meio.
Escrever para TV força a ter que pegar o gancho mais rápido e faz com que esse propósito precise ficar mais claro do que se você estivesse escrevendo para o jornal. A TV ensina a apreciar mais a força das imagens e a trabalhar com os fotógrafos (na TV cinegrafistas) de uma forma mais integrada.
Uma pesquisa do renomado MIT Media Lab – o Media Laboratory – comparando os dois meios apontou conclusões reveladoras:
- A audiência aprende mais a partir das histórias contadas nos noticiários, do que com as mesmas histórias contadas nos jornais.
- Isto também acontece quando as reportagens na TV são transcritas, impressas e adaptadas para os jornais impressos.
- A pesquisa aponta que uma das razões preponderantes para essa constatação é o domínio da estrutura da pirâmide invertida nas tradicionais reportagens impressas.
Pois é. Este estudo não só faz sentido, como derruba uma das premissas mais antigas e dominantes nas redações – a de que o LEAD é onipotente e onipresente. Como dizem os americanos, nada mais “last century”.
Partindo da premissa: Jornalistas do impresso podem aprender com a dinâmica do texto feito para a TV, algumas lições:
- Contar histórias com começo, meio e fim. Não deixe que a pirâmide invertida seja o molde uma história. Termine com algo forte.
- Escreva sentenças nesta ordem na maioria das vezes: sujeito-verbo-objeto. “O garoto (sujeito) encontrou (verbo) o corpo (objeto).”
- Trabalhe com o fotógrafo e/ou artista à medida que você noticia. Eles podem ter ideias que enriquecerão e tornarão mais claro o produto final.
- Deixe as pessoas o mais próximo possível da história que se está contando. Use autoridades e especialistas em último plano.
- Retire cada palavra ou jargão complicado do texto.
- Tente evitar a reprodução de redundâncias na manchete, sub-manchete e lead. Faça com que cada elemento seja único.
- Durante a apuração e no processo da escrita pergunte a si mesmo, “Qual é o propósito da história? Qual a linha de raciocínio? Essa informação que estou utilizando dá suporte ao meu propósito?” Se não, retire! Lembre-se, brevidade e claridade vem de seleção, não de compressão.
- Dê atenção aos detalhes da narração que capturam sua experiência a respeito do que está sendo contado: Leve o leitor a sentir que o está escrito é o que aconteceu.
- Se concentre no que você vai ver e ouvir e que essa experiência você não pode pegar pelo telefone. Use o telefone como em último caso.
- Escreva na voz ativa.
Sentença de Newman (pesquisador do Media Lab):
“Qualquer que seja a vantagem que o vídeo deva ter na comunicação da informação para a grande massa, não é, como Marshall McLuhan tão efetivamente argumentou, uma característica fundamental da mídia. Particularmente, a diferença deriva de como telejornalistas tem aprendido a usar a mídia para sua vantagem.”
Estatísticas Tentadoras
“Pesquisas são um trunfo em momentos determinados, como campanhas eleitorais; se vulgarizadas como recurso jornalístico perdem viço”. (Mário Magalhães, Ex-Ombudsman da Folha de São Paulo)
O jornalista questiona o uso desenfreado – principalmente pelos jornais impressos - de pesquisas de opinião, comportamento e estatísticas elaboradas por institutos.
Matérias que abordam desde a desordem nos aeroportos até o fato de os brasileiros serem avessos à malhação. Levantamentos sobre a qualidade dos hospitais, cursos de MBA preferidos, o que os habitantes acham de homossexuais exercerem certas funções no mercado de trabalho. “Enfim, um belo trabalho. Mas do instituto (…) não do jornalismo.” (M.M.)
“A função jornalística essencial é informar, contribuir pra que os leitores, no caso de veículos impressos saibam mais sobre as coisas. E não divulgar pesquisas sobre o que eles – ou a opinião pública – pensam disso e daquilo, embora os números por vezes sejam relevantes”. (M.M)
O crítico alerta que essa “teoria de dependência” das estatísticas denota ausência de reportagens. “Se o jornalismo fraqueja, e falta contar boas histórias, a pesquisa tapa o buraco”. (M.M) Para Mário o domingo mereceria atenção especial: tradicionalmente a edição de domingo começa a ser trabalhada já na segunda anterior, e deve por tradição trazer reportagens e análises mais longas: “e não custa ponderar que “reportagem investigativa” é pleonasmo” (M.M.).
O Ombudsman finaliza: “pesquisa de opinião é negócio de instituto de pesquisas. O do jornal é jornalismo: escolher assuntos, garimpar informações, revelar histórias e conflitar idéias”. (M.M)
* Ombudsman é um profissional contratado por um órgão, instituição ou empresa que tem a função de receber críticas, sugestões, reclamações e deve agir em defesa imparcial da comunidade. Palavra sueca que significa representante do cidadão, na imprensa o termo é utilizado para designar o representante dos leitores dentro de um jornal. A função de ombudsman de imprensa foi criada nos Estados Unidos nos anos 60. Chegou ao Brasil quando a Folha passou a publicar semanalmente a coluna de seu ombudsman. (wikipedia e folha)
Dicas para um bom desempenho na TV
Ann Utterback é uma das “especialistas em voz” mais procuradas por repórteres e apresentadores nos EUA. Veja algumas dicas da profissional sobre como conseguir um bom desempenho mental e vocal na TV:
- Comer e beber uma ou duas horas antes de entrar no ar. Apresentadores não podem passar o dia com duas xícaras de café: Taxas de açúcar muito baixas no sangue afetam diretamente as habilidades mentais e motoras. “É praticamente impossível fazer um bom vivo para televisão, por exemplo, se você está apenas com dois copos de café. A combinação de cafeína com baixa taxa de açúcar no sangue afeta a habilidade de se permanecer concentrado”.
- Não se ingerir produtos derivados do leite uma ou duas horas antes de ir ao ar. De acordo com a especialista, esses alimentos aumentam a produção de mucosas no corpo, especificamente na garganta que dificultam ajustes na voz. “O que você deve fazer é beber muita água. Água é o melhor caminho para manter sua garganta saudável (exceto não fumar)”.
- É mais fácil respirar de pé. Se quer ficar sentado, fique com a coluna reta, sem encostar as costas na cadeira e com os pés firmados no chão. “Se você fica caindo da cadeira, ou pressionando suas costas contra a cadeira isso vai inibir sua completa respiração”.
- Os melhores profissionais são aqueles que fazem o telespectador sentir que ele está ali, conversando só com ele. “Eu não penso muito sobre ótimas vozes, eu penso em grandes comunicadores.”
- O propósito é soar confortável, como se estivesse interagindo com cada membro da audiência. “Se eu estou vendo você no Starbucks, eu quero escutar você falando como se estivesse dividindo um latte comigo, não como se estivesse anunciando alguma coisa para a audiência”.
- O mais importante não é soar como aquele apresentador que tem uma voz “poderosa”. Um bom apresentador é aquele que está completamente focado no que está dizendo (isso transparece na voz).
- Evitar falar altivamente, rápido ou mudando os tons: “Energia vocal não é ser como uma cheerleader ou um vendedor de carros. É o foco e a paixão pelo que você está dizendo”.
“Um jornalista deve estar apto para reportar e escrever. Mas se ele se transforma em um apresentador, a exigência básica é que ele também desenvolva a habilidade de falar com eficácia. Ann Utterback, em esplêndido estilo, mostra aqui o caminho.” Walter Cronkite (um dos grandes news anchorman e ícones do telejornalismo americano, cujos comentários definiram o mundo das notícias por quase 20 anos) sobre o livro “Broadcast Voice Handbook”. (p.s.: Ele morreu este ano)
Frase do dia… Alberto Dines
“A sociedade que aceita qualquer jornalismo não merece jornalismo melhor.”
(Alberto Dines)
10 dicas para uma entrevista eficiente
Entrevista impecável é aquela que…
- O repórter faz perguntas, cujas respostas todos querem saber.
- É publicada sem erros ou distorções.
- Faz parte de uma reportagem tão impecável que o entrevistado prefere assumir que não sabia o que estava dizendo, a ter de desmentir o repórter.
- Tem perguntas precisas, respostas corretas, publicação sem falhas.
- Desmente o entrevistado, mas não desmente o repórter.
- É “pingue-pongue”: perguntas e respostas, olho no olho, gravador ligado – uma das grandes armas jornalísticas para descobrir a verdade. Mas são cada vez menos freqüentes: ocupam espaço, exigem que o repórter saia da Redação, dão trabalho para marcar. A entrevista pingue-pongue individualiza os jornais. E geralmente ajudam a construir reportagens que marcam época.
Ricardo Kotscho já disse uma vez: se o telefone não funciona, a reportagem pára (e sem os portais de internet e as agências oficiais, pára o jornal inteiro).
Dez dicas básicas para uma entrevista proveitosa. (Baseado em orientações do Committee of Concerned Journalists):
1. Esteja preparado! Sempre estude o assunto sobre o qual vai falar e a pessoa que vai entrevistar. Quando for marcar a entrevista, peça ao entrevistado sugestões de outras fontes de informação sobre o assunto que vocês vão discutir. O entrevistado apreciará seu interesse e pode dividir com você documentos valiosos. Tenha certeza de que as baterias do seu gravador estão carregadas, e tenha uma caneta extra e papel suficiente para as anotações.
2. Deixe claro as regras da entrevista logo no início! Tenha certeza de que o entrevistado entendeu a matéria na qual você está trabalhando (isto ajudar a manter a “rota” da entrevista). Além disso, ele deve entender que tudo o que está dizendo está “on the record.” (sendo gravado). Embora a maioria dos políticos e autoridades tenham experiência suficiente com jornalistas para indicar quando alguma coisa é “off-the record”(com gravador desligado) ou “on background” (resumo de uma fala que pode ser usado, e não a citação direta), outros especialistas podem não entender essas diferenças. Esses esclarecimentos iniciais podem ser exigidos, posteriormente, (especialmente quando seu trabalho ou sua vida possam ficar comprometidos por causa dessas citações).
3. Seja pontual! A pior impressão que você pode causar na fonte é chegar atrasado à entrevista.
4. Seja observador! Observe detalhes do lugar e do entrevistado; isso pode dar mais à sua história. Se a entrevista é na casa ou no escritório da pessoa, dê uma boa olhada em volta e note o que vê. Ele pode ter uma velha foto que o mostra em momentos mais pessoais (e que podem contar mais coisas sobre ele do que centenas de palavras). Você pode até começar uma entrevista trazendo elementos que criem uma impressão completamente inusitada. Entretanto, fazer isso requer muito cuidado. Percepção é um negócio não muito confiável! Tente conversar com terceiros sobre as suas intenções, com colegas e amigos do entrevistado, para pintar um quadro mais exato.
5. Seja delicado. Não espante sua fonte! É importante estabelecer uma relação de confiança e um nível de conforto com o entrevistado. Algumas pessoas precisam de alguns minutos para se sentir confortáveis com repórteres. Mesmo que você tenha apenas 30 minutos para uma entrevista, não apresse sua fonte. Se você sentir que ele é quem está com pressa, tente ajustar seu tempo de acordo com o dele. Dê tempo para que ele possa provar seu valor, especialmente quando você vai precisar dele em futuras histórias. Se a entrevista caminha bem, pode até levar mais tempo do que o combinado. Programe tempo suficiente entres seus compromissos, para evitar choques de horário.
6. Escute mas não tenha medo de interromper quando não entender! Lembre-se sempre de sua audiência! A razão para conduzir a entrevista é informar algo para os seus leitores. Se o entrevistado utiliza jargões científicos e explicações que apenas pessoas equivalentes a ele entenderiam, educadamente interrompa e peça mais explicações. Nunca se sinta embaraçado por não saber de alguma coisa.
7. Silêncio é precioso. Mais cedo ou mais tarde você fará perguntas mais duras que o seu entrevistado pode se recusar a discutir. Quando você começa logo com as perguntas provocativas, as repostas muito provavelmente serão curtas, inúteis ou cuidadosamente formuladas. Pode ser que você não consiga mais nenhuma resposta. Se isso acontecer, olhe para a sua fonte nos olhos e não diga nenhuma palavra. Na maioria dos casos, seu oponente começará a se sentir desconfortável e começará a falar novamente. Se essa tática não funcionar, pergunte a ele que outra pessoa estaria apta a responder suas perguntas.
8. Mantenha contato visual! Um repórter que passa a maior parte da entrevista tomando notas, curvado, ou colocando o gravador na face do entrevistado certamente vai embaraçá-lo. Enquanto toma notas ou grava a entrevista, mantenha o contato visual. Aprenda a abreviar suas anotações, para que você possa focar suas atenções no entrevistado. Isto transformará a entrevista mais em uma conversa, e certamente ele vai ficar mais relaxado.
9. Antes de partir… Pergunte ao entrevistado se há algo que você esqueceu de perguntar. Talvez ele esteja se queimando por dentro para dar alguma informação útil, que você sequer pensou em perguntar. Não vá embora sem pegar o telefone, o e-mail e sem marcar um horário mais adequado para ligar caso surjam novos questionamentos. Sempre pergunte se ele indica outras fontes. Colegas ou amigos do entrevistado podem ter mais conhecimento ou estarem mais inclinados para uma conversa. Agradeça ao entrevistado pelo tempo que ele passou conversando com você.
10. Recapitule suas anotações logo após terminar a entrevista! Não espere até o fim do dia ou da semana para rever suas anotações. Relei-as novamente enquanto suas idéias ainda estão frescas na sua memória. Preencha lacunas nas anotações e elabore suas observações. Deixe o drink com os colegas de trabalho só após de você revisar e organizar suas anotações.
Repórter 1001 Utilidades…
“Precision Journalism”, de Philip Meyer, escrito em 1973, foi considerado pela revista Journalism Quaterly como um dos 35 livros sobre jornalismo e comunicação mais importantes do século 20.
Ainda não li o livro, mas já imagino o “peso” do autor lendo seu prefácio no livro Jornalismo 2.0, de Mark Briggs. Uma aula (ou muitas).
Estou começando a ler o 2.0 e depois pretendo me encaminhar para o Precision – para minha agradável surpresa, todos os dois disponíveis on-line.
Jornalismo 2.0 – versão em português.
“Precision Journalism”- versão em inglês.
(…) “O velho adágio, ‘Um bom repórter é bom em qualquer lugar’, já não é mais tão convincente. Precisamos de bons repórteres que possam utilizar ferramentas apropriadas para lidar com situações em permanente processo de mudança. Neste ambiente, os jornalistas que souberem fazer mais de uma coisa vão ser mais requisitados. As pressões da economia e do relógio garantem que isto acontecerá. (…) As escolas de jornalismo estão se defrontando hoje em dia com o seguinte dilema: até que ponto podem permitir que os estudantes se aprofundem em suas especialidades. O consenso reinante é que cada um deve saber como fazer uma coisa bem, mas ser capaz de exercitar outras atividades na mesma área de conhecimento. Mas, como a tecnologia e a economia da mídia nos empurram em direção a uma plataforma convergente, surge um novo modelo de profissional: o jornalista como um homem de sete instrumentos, mas que ao mesmo tempo não é mestre em nenhum. Uma pessoa que pode escrever, fotografar, editar, falar e aparecer bem numa câmera com uma competência que não precisa ser muito grande, mas que deve ser boa o bastante. Um bom repórter passa a ser redefinido como alguém que é bom em qualquer mídia”. (…)
(Philip Meyer, prefácio Jornalismo 2.0)
Essa passagem do texto me chamou a atenção, porque foi exatamente o que aconteceu comigo: era estagiária, surgiu uma vaga – mas para assumir múltiplas funções – fazer reportagem, editar e produzir. A lição: nenhum profissional pode se bitolar em uma só atividade – é preciso estar apontando para outras direções, conseguir dançar na TV, no impresso, no rádio, no on-line, é preciso estar sempre atento ao essencial de cada meio. As oportunidades surgem dessa abertura e não dá para deixar passar.
Bilíngue ou quem sabe até multilíngue…
Certa vez me peguei pensando se eu trabalhando em uma emissora local precisaria de um segundo idioma. Hoje já tenho esta resposta na ponta da língua: é óbvio!
Desde que comecei a trabalhar já utilizei meu inglês (enferrujado) em várias ocasiões: fazendo matérias turísticas, em visita de cônsul e embaixador, na cobertura de congressos internacionais. E posso dizer que é muito melhor quando não precisamos de intérprete, é bom saber se virar sozinho.
E a tendência é que cada vez mais precisemos dessa ferramenta, a globalização ta aí, cada vez nos engolindo mais depressa. Quem planeja ir para uma cidade “pólo” então, nem se fala, é um dos pontos que mais podem te levantar ou derrubar na hora de uma contratação.
Sem contar que os novíssimos conhecimentos, as tecnologias de ponta, idéias diferentes, as renovações, muitas vezes estão embaladas em outra língua. Fazer mestrado e especialização hoje não é mais esse diferencial todo, já se popularizou, então para se destacar é preciso estar um passo mais adiante.
Quer fazer um bom investimento? Faça uma viagem de imersão, se programe para passar mais de uma semana em um lugar desconhecido, faça um curso de férias em outro país, vale realmente a pena. Uma viagem dessas muitas vezes é mais válida do que aquele curso de um ano, ou do que aqueles cinco livros que você leu sobre determinada cultura.
É inquestionável o enriquecimento que essa vivência proporciona. Vale pena o esforço, vale a pena sair da frente do computador e ver com seus próprios olhos o que esse mundo tem para oferecer.
Pela net… Capas + Planejamento Gráfico
O Newseum, museu interativo de notícias, disponibiliza diariamente capas originais digitalizadas dos principais jornais ao redor do mundo (inclusive vários brasileiros). Uma ferramenta muito útil para quem está fazendo monografia e/ou teses sobre a análise de capas e de discurso. Mas atenção: as capas só estão disponíveis no dia em que são veiculadas. O site mantém um arquivo especial só para as edições de dias marcados por eventos com importância histórica (do ponto de vista dos americanos).
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E para quem gosta de planejamento gráfico vale à pena dar uma olhada no site do consultor de designer Mário Garcia, responsável pelo planejamento gráfico de cerca de 400 jornais em mais de 35 países.Ele é o proprietário do Mario Garcia Media Group, empresa voltada ao design de jornais, revistas e publicações eletrônicas com sede em Tampa, na Flórida. No site encontram-se notícias sobre o mundo do design na mídia norte-americana. A página oferece ainda uma agenda de eventos voltados à área e também publica dicas e idéias aos profissionais e indica livros.
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The Bivings Group (TBG) é uma empresa de web-comunicação com sede em Washington, DC que desenvolve web-programas para corporações, associações comerciais, firmas de advocacia, políticos e outros. A empresa mantém um blog que pode ser útil para quem gosta de estar antenado com as últimas novidades em web design e na área de comunicação global. O The Bivings Report (TBR) traz notícias, pesquisas, análises do impacto da comunicação no mundo dos negócios. Eles publicaram recentemente uma lista dos dez melhores sites de jornais dos EUA. Os critérios variaram entre melhor apresentação, melhores propagandas, design, efeitos estéticos.
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