Enquanto o impresso recua – a AOL floresce…
O nome AOL te lembra o que? Certamente aquele chiado arcaico da chamada telefônica de um modem – que se conectava com algum computador antiquado na Virgínia, estado sede da antiga matriz da companhia.
Mas AOL que por muito tempo foi ridicularizada por protagonizar a mais desastrosa fusão de empresas da história dos negócios, hoje floresce.
A empresa produz um dos maiores banco de dados de mídia digital – de livre apropriação – dos EUA.
O escritório na Broadway – em Manhattan – tem todas as marcas registradas de uma empresa digital bem sucedida. Jovens comendo e conversando sobre aplicações – enquanto outros discutem a otimização de ferramentas de busca em uma sala de conferência.
A única coisa estranha no quadro futurístico é o próprio nome da Companhia – uma velha conhecida de quem acompanhou o engatinhar da revolução da internet em meados da década de 90.
Há 300 produtores de conteúdo trabalhando na sede em New York, apoiados por centenas de outros freelancers e programadores mundo afora, editando textos e fotos para mais de 80 sites. 10 estão ranqueados no top 100 do Technorati. Politics Daily, que começou em Abril, já tem 3.6 milhões usuários exclusivos por mês, enquanto Politico, um nome muito mais conhecido no meio tem 1.1 milhão.
No conglomerado, os sites em propriedade da AOL têm cerca de 76 milhões de visitantes exclusivos.
Parte do segredo desse sucesso é a forma como a AOL conseguiu alcançar rápida credibilidade pela apropriação de talentos – despejados no mercado por causa da crise na indústria. Gente do The New York Times, National Journal, The Washington Post, USA Today, Time e Newsweek. E os salários desses profissionais são equivalentes aos dos antigos empregos, senão superiores.
“Não vou negar que a disponibilidade de talentos acelerou muito o nosso trabalho. Repentinamente nos últimos 18 meses, este imenso pool de talentos ficou disponível”, declarou o responsável pelos sites Politics Daily e DailyFinance.
Detalhe: parte da ideia é fazer com que os visitantes de sites como Engadget e FanHouse não saibam diretamente que eles provem de uma companhia que anunciava o velho “You’ve got e-mail”.
Após a fusão com a Time Warner anunciada em 2000, imaginou-se que a AOL seria o escape digital de toda espécie de conteúdo da companhia. Mas essa ação nunca se concretizou. E embora a direção da AOL não diga isso em voz alta, parecem que querem permanecer assim pela próxima geração. A meta é transformar a AOL em uma das maiores fontes de conteúdo do planeta – e de suporte para propaganda.
Informações retiradas da coluna de David Carr, do The New York Times. Ele escreve sobre negócios focados nas discussões da mídia – impressa, digital, rádio e TV.
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