Concurso premiará matérias de estudantes de jornalismo
A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) lançou o 2° prêmio universitário ESMPU, voltado para estudantes de jornalismo de instituições de ensino superior credenciadas ao MEC.
O concurso reconhecerá as melhores matérias e reportagens sobre o Ministério Público da União (MPU), veiculadas em 2009 por mídias laboratório impressas, de rádio, de TV ou on-line. As reportagens podem tratar de qualquer um dos quatro ramos do MPU, que são Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Militar e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.
O objetivo é estimular a produção jornalística sobre a atuação do MPU e, com isso, esclarecer a sociedade sobre o trabalho da instituição. Ao todo, dez estudantes serão premiados. São 10 prêmios, de R$ 5 mil e R$ 3 mil. Os prêmios de R$ 5 mil serão concedidos aos colocados em primeiro lugar de cada uma das cinco regiões brasileiras, enquanto os prêmios de R$ 3 mil serão concedisos ao segundo colocado de cada região.
As inscrições seguem até 29 de janeiro de 2010 e devem ser feitas através de formulário disponível aqui. A ficha deverá ser preenchida, impressa e em seguida enviada por correio, juntamente com a matéria, para Assessoria de Comunicação da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU). Avenida L2 Sul, Quadra 603/604, Lote 23, CEP 70200-901, Brasília-DF.
Mais informações no site do 2° prêmio universitário ESMPU, onde pode ser encontrado o regulamento completo do concurso; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI), telefone: (11) 2851-0699.
Fonte: Agência de Notícias UFPB/ Com informações da ABRAJI
Leitura – Semelhança entre França e Brasil: uma entrevista – às vezes – não é uma entrevista.
Eis uma leitura que já estava “empoeirada” no meu PC: uma excelente reportagem de despedida da correspondente americana do The New York Times na França, Elaine Sciolino: “Um guia sobre o Francês. Manuseie com cuidado”.
Frase inicial do texto: a proclamada pelo personagem de uma peça do poeta e dramaturgo Henri de Bornier – “Todo homem tem dois países, o seu próprio e a França”.
O guia escrito pela jornalista tem 8 lições de como sobreviver com classe na França: é divertido, inteligente, cheio de detalhes e peculiaridades curiosas – apesar de breve, oferece um panorama geral da cultura do país (pela visão americana, é bom ressaltar).
Cito as duas primeiras porque estão ligadas à prática jornalística – as outras ficam a título de curiosidade: só a “retranca”.
1: Olhe pelo espelho retrovisor.
Para começar a entender a França, você tem que olhar para trás. Os franceses são obcecados por História. Parte deste sentimento é uma afinidade genuína com o passado e um desejo de se apegar a glória perdida, parte de uma insegurança que vem da economia morna e o esforço de manter uma integração diante do crescimento da população Árabe e Africana. Nenhum aniversário é tão sem importância para celebrar. Em meu tempo aqui, a França sinalizou o vigésimo aniversário do naufrágio na França do navio do Greenpeace, “Guerreiro do Arco-Íris do, o ducentésimo aniversário do diploma de bacharel da escola secundária, o sexagésimo aniversário do biquíni e centésimo aniversário do sutiã. O centésimo aniversário de nascimento de Simone de Beauvoir foi celebrado com meia dúzia de biografias, séries de DVDS, três dias de simpósio acadêmico e uma cobertura da revista Le Nouvel Observateur.
2: Uma entrevista às vezes não é uma entrevista.
A paixão dos franceses por História não significa que sempre façam isto com precisão. Há muito tempo tem sido prática comum que jornalistas na França permitam que os entrevistados editem suas palavras. O sistema é conhecido como “Lido e corrigido”.
Peguei uma vez parte de uma entrevista com Jacques Chirac, quando ele era presidente, em que ele dizia que não seria de todo perigoso para o Irã ter uma bomba nuclear ou duas. Certamente esta não era uma posição dos franceses. Então um oficial do Palácio Élysée excluiu a transcrição e substituiu por esta: “Eu não vejo que tipo de cenário poderia justificar o recurso de proteção do Irã com uma bomba atômica.” A prática de reparar transcrições continua sob a presidência de Nicolas Sarkozy. Mês passado, o presidente se irritou quando um espectador se recusou a apertar sua mão em uma Feira anual de agricultura. (Uma tradução polida do que ele disse poderia ser, “Some daqui, imbecil estúpido!”). O incidente, capturado em vídeo, foi visto por milhões na Internet. De acordo com o jornal Le Parisien, no outro dia, Sarkozy teria expressado arrependimento em uma entrevista: “Seria melhor se eu não tivesse respondido a ele”. Mas o editor do jornal logo confessou que as palavras de arrependimento nunca haviam sido pronunciadas. Tinham sido editadas pelo Élysée Palace.
Vale a pena ler o artigo na íntegra em busca de explicações para estas outras lições:
3: O cliente está sempre errado.
É difícil para os comerciantes franceses admitirem que estejam errados, e aparentemente impossível para eles pedirem desculpas. Em vez disso, o truque é de alguma forma conseguir que a parte ofendida acredite que o erro foi seu.
4: Faca amigos com um bom açougueiro
Com a comida sendo tão importante na Franca, um dos homens mais importantes da sua vida deveria ser o açougueiro.
5: Beije, mas tenha cuidado com quem você abraça
Os franceses não precisam de desculpa para beijar.
6: Nao use roupas do “cooper” nem para comprar manteiga
Regras governam até as mais simples atividades. (…) Minhas amigas francesas disseram que roupas de caminhada (incluindo os sapatos) devem ser removidas assim que o exercício tiver terminado.
7: Se sentir é um estado de mente, ou: compre boa lingerie
Para mulheres francesas, ser sexy não tem nada a ver com a idade e tudo a ver com atitude. (…) Francesas gastam cerca de 20% do seu orçamento para roupas com lingerie. (…) Mulheres chiques preferem fazer peeling e hidratar a pele do que pintar o rosto. Muita maquiagem, elas dizem, faz a mulher parecer mais velha, ou pior, “vulgaire”.
8: Quando se trata de finesse, não há limite para as lições
Nunca use a palavra “toilette” quando perguntar aonde fica o banheiro feminino; tente evitar de ir até lá. Nunca diga “Bon appétit” no início de uma refeição. Não fale alto. Nunca discuta sobre religião ou dinheiro durante um jantar. Coma hambúrgueres, pizza, foie gras e sorbet com um garfo. Sempre diga “bonjour” para o passageiro de ônibus e os companheiros de elevador. “Pas mal” não significa necessariamente “Não tão ruim.” Pode significar “Ótimo!”
Leitura – Gay Talese
Gay Talese foi repórter do New York Times e escreveu para grandes revistas americanas, como Times, The New Yorker e Harper´s Magazine. Na Esquire, foi autor da melhor matéria já publicada pela revista: Frank Sinatra Has a Cold, considerada por Tom Wolfe como a criação do New Journalism. “Frank Sinatra Has a Cold” foi publicada em Abril de 1966 e foi considerada como uma das mais célebres reportagens do jornalismo norte-americano: um exemplo pioneiro do que viria a ser conhecido como “New Journalism” (“Novo Jornalismo”) – caracterizado por um trabalho de apuração de fatos rigorosa aliado a uma forma de narrativa anteriormente reservada a ficção.
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