Telemultimidia

TV e Redação Multimídia em foco

Onde você procura por uma “notícia de última hora”?

Flickr - Galeria de Glenn Karlsen

Em um passado não muito distante, não tínhamos muitas opções para ficar por dentro das notícias de última hora. Bastava ligar a TV. Se era algum fato de grande repercussão, tínhamos a disposição uma programação ininterrupta. Se não, o jeito era esperar pela hora dos noticiários. Simples assim.

Hoje o panorama é diferente. A maioria dos veículos se alimentam através de múltiplas plataformas e uma questão nos ocorre: com uma equipe limitada a disposição, onde devemos focar nossas energias na hora de pulverizar nossas notícias locais mais quentes?

Uma boa maneira de ajudar a descobrir esse caminho, seria conhecendo para qual dessas plataformas a maioria das pessoas se volta na hora de se manter informadas nos dias de hoje? Na TV, no rádio, na internet, no jornal impresso?

Nos EUA o Pew Research Center regularmente divulga pesquisas sobre o consumo de notícias por lá – e a mais recente aponta que os americanos ainda acompanham a maioria das nossas notícias pela TV.

E por aqui, será que a TV ainda é o meio de comunicação mais popular? Qual a melhor plataforma para as notícias de última hora. Talvez possamos descobrir isso juntos.


janeiro 5, 2010 Publicado por | Jornalismo, Jornalismo Local, Multimídia, Pesquisa, Telejornalismo, Televisão, Web | , , | Deixe um comentário

2010 com + Ética…Até mesmo nos “bastidores da notícia”

De muitas formas o telejornalismo engana os telespectadores. Essa ação muitas vezes é deliberada e nociva. Alguém pode argumentar que o que se faz não é muito diferente do que é feito na TV o tempo todo.

Nós colocamos gráficos atrás dos apresentadores. Nós podemos até mesmo criar cenários virtuais em estúdios vazios. Os sets dos telejornais incluem falsos monitores e cenários que, de certa forma, também enganam os telespectadores. Nós usamos zoom, editores de imagem e efeitos especiais todos os dias.

Cada luz que nós colocamos, cada edição que nós fazemos alteram a realidade de como as coisas aconteceram sem a nossa presença. Existe uma grande diferença…

Nós inserimos imagens para cobrir edições nas entrevistas e muitas vezes para que o telespectador nem tenha a noção do pulo do corte dessa edição. Nós usamos música e sons em reportagens com o entendimento que os telespectadores poderiam ser manipulados pela música.

É certo que os telespectadores entendem este artifícios. Eles os esperam. O telespectador, até certo nível, entende que o que acontece em um estúdio é engenharia. Até certo nível isto não causa danos a integridade jornalística das organizações de notícia.

Mas quando âncoras e repórteres entram no ar, os telespectadores assistem a cobertura acreditando que esses profissionais foram a campo para mostrar as verdades que o jornalismo descobriu em primeira mão. Estar em cena dá credibilidade às palavras, mas isto abre espaço para outro caminho: estar na cena de uma ação liga o jornalista diretamente a ação.

Por tudo isso não é de se espantar também que a confiança do público no telejornalismo está desgastada.

A maioria das pesquisas que avaliam a credibilidade dos medias apontam que mais da metade da audiência se enquadrar na seguinte linha de raciocínio: “ultimamente, me tornei mais cético sobre a precisão de qualquer coisa que eu escuto nos noticiários.”

Algumas das muitas “velhas” idéias de honestidade editorial e visual ficaram mesmo no passado.

É universalmente verdade que a humanidade desenvolve tecnologias bem mais rapidamente do que desenvolvemos diretrizes éticas sobre como usar essas tecnologias.

Em algum lugar na embalagem dessas ferramentas modernas que nos permitem criar tantas fábulas, deveria vir também o aviso: “Cuidado: este dispositivo pode confundir seus telespectadores e danificar sua credibilidade”.

Em 2010 não prometo deixar de lado todos esses recursos maravilhosos que fazem parte da produção de (por que não, boas) reportagens. Mas adoraria me empenhar em contar histórias mais verossímeis. Adoraria poder me basear nos velhos guias editoriais. Fazer um mix de tecnologia com brio. Aquele brio do jornalista que andava à pé, usava máquina de datilografar e telefone, e que apesar de romantizar a narrativa, produzia bem menos factóides vazios e sensacionalistas.

Mas definitivamente não gostaria de começar o ano com uma falha que ultrapassa até mesmo o lado profissional, como a exibida no vídeo abaixo. O áudio vazou e olha no que deu. Não dá para confiar nem na tecnologia. Imagina o que a gente pode esperar do que acontece “nos bastidores da notícia”…


janeiro 5, 2010 Publicado por | Ética, Carreira, Jornalismo, Mídia Eletrônica, Telejornalismo, Televisão, Vídeo | , , | Deixe um comentário

   

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