Fátima Bernardes, a “jornalista pé-quente”.
A apresentadora Fátima Bernardes mais uma vez vai estar no lugar onde praticamente qualquer jornalista brasileiro gostaria de estar em época de Copa do Mundo: acompanhando a Seleção Brasileira durante a competição.
Fátima é considerada uma espécie de “amuleto da sorte” da seleção. O marido e chefe William Bonner, explica a escolha da âncora do Jornal Nacional para cobrir os jogos: “Fátima trabalhou nas Copas de 1994, 2002 e 2006. Em duas delas, o Brasil ganhou. Eu fui à Copa de 1998, em que o Brasil perdeu naquela final inacreditável. Quando tiveram que escolher quem vai, acho que preferiram a jornalista pé-quente”, brincou.
Olha aí, até pé-quente a gente tem que rezar para ser…Claro que não dá para negar a competência da jornalista.
Ah, por falar em cobertura de Copa do Mundo e Rede Globo, a emissora anunciou três séries especiais para marcar a cobertura da Copa de 2010. A primeira, “Memórias do Penta”, será exibida no Globo Esporte e apresentará histórias e curiosidades dos locais em que o Brasil conquistou os títulos mundiais. Já em maio, o Esporte Espetacular exibirá reportagens do repórter Andrei Kampff, em “A História e os Segredos dos Superfavoritos do Esporte”. Kampff foi à Europa e conversou com vários ex-jogadores e atuais craques, entre eles o italiano Roberto Baggio. No mesmo mês, o Jornal Nacional apresenta uma série de reportagens sobre os bastidores e curiosidades da Seleção Brasileira na preparação para os jogos da Copa do Mundo da África do Sul. Fonte: Comunique-se.
Haiti – luta por comida, água e informação

Sim, nós também temos a força - Jornalismo que assim como a medicina ajuda a salvar vidas. Foto: NYTimes.
Os desastres naturais são cada vez mais freqüentes e a extensão dos danos mais severas. Tsunami, terremoto, enchentes, furacões… Você já parou para pensar que além de enfrentar as mortes, perdas de casas, falta de comida e de água, as populações das áreas afetadas muitas vezes tem que enfrentar a falta de informação? E informação que não é supérflua, mas artigo de primeira necessidade. Não dá para imaginar se deparar de uma hora para outra com a falta de notícias – e, claro, a falta de comunicação.
Nesses cenários caóticos, iniciativas corajosas fazem a diferença. Para quem se interesse pelo tema vale a pena acompanhar o trabalho da organização sem fins lucrativos, a Internews, que atua principalmente em países em desenvolvimento que passam por situações penosas, como é o caso do Haiti.
Quem acompanhou de fora a tragédia que devastou o país viu o esforço de jornalistas de todo o planeta para noticiar a situação pós-terremoto para seus respectivos países.
Mas o que não vimos foi uma luta muito maior dos profissionais haitianos em manter seus próprios cidadãos informados. E aí que entra em ação a entidade, ajudando a difundir essa necessidade de informação: como encontrar comida, abrigo e água, como contatar pessoas queridas que sobreviveram e ainda a como dar os primeiros passos rumo a reconstrução.
A Internews leva até estes locais especialistas em mídia, técnicos, além de equipamentos de ponta portáteis que se adaptam muito bem às condições desfavoráveis para a difusão. Tecnologia que ajuda a quem luta contra o tempo. A ação no Haiti é semelhante a que foi organizada no Tsunami.
Eu não sei se essa iniciativa realmente é eficiente – se minimiza o sofrimento de pessoas em situação vulnerável. Espero que sim, porque ajudou a me lembrar que nós podemos trabalhar com nossas ferramentas por uma causa. Nobre e crucial.
Dia Mundial da Voz: a voz como instrumento de trabalho
Você sabia que 70% da população ativa têm a fala como um dos instrumentos de trabalho? Pois é. Obviamente que fazer uso saudável da voz é imprescindível para todo mundo – mas para esta parcela esse cuidado é ainda mais necessário.
E nós jornalistas (especialmente de TV e rádio) estamos dentro desse grupo – ou seja, dependemos da voz para exercemos nosso ofício.
Como hoje – em 16 de abril – é comemorado o Dia Mundial da Voz vou elencar alguns cuidados e hábitos que podem prejudicar nosso desempenho vocal.
CUIDADOS COM A VOZ:
- Beber, diariamente, dois litros de água em temperatura ambiente;
- Hidratar-se durante atividades vocais;
- NÃO fazer grandes esforços vocais em ambientes ruidosos ou com ar condicionado.
- NÃO gritar;
- Utilizar apoio respiratório quando precisar gritar;
- Evitar cigarro, bebidas alcoólicas e alimentos que favoreçam o refluxo gastresofágico;
- NÃO gritar de forma frequente, falar alto ou pigarrear demais, pois são ações muito agressivas.
- NÃO fumar, independente da quantidade ou freqüência. O cigarro é fator de risco para doenças benignas da laringe.
- NÃO beber frequentemente.
- Dormir bem é fundamental, pois durante o sono a voz descansa.
- Quando se está resfriado é maior o esforço e, em razão disso, o ideal é falar menos.
- O falar baixinho (cochichar) pode gerar uma lesão laríngea que é tão maléfica quanto a provocada pelo ato de falar alto.
- No período pré-menstrual as mulheres estão com as cordas vocais inchadas devido à retenção de líquido e algumas podem ter uma leve rouquidão que, falando em demasia, pode piorar o grau da rouquidão.
- Caso a rouquidão dure mais de duas semanas o ideal é procurar um fonoaudiólogo.
MITOS X VERDADES:
- Aquelas pastilhas facilmente encontradas em farmácias não são boas para a voz. Na verdade, a maioria delas anestesia a garganta, fazendo com que a pessoa force a voz sem perceber, podendo causar lesões pelo esforço repetitivo.
- Spray de mel e chocolate não são benéficos. O chocolate engrossa a saliva e isso dificulta a articulação exigindo um maior esforço das pregas vocais e o trato fonatório como um todo. O spray de mel e própolis, por sua vez, apenas anestesiam o local.
- Fazer gargarejo com água e vinagre não ajuda a melhorar a voz, pois o efeito é apenas anestésico também.
ATENÇÃO:
- Não é tão raro encontrar profissionais que foram afastados de suas funções por problema na laringe e cordas vocais. No Brasil, de acordo com a Academia Brasileira de Laringologia e Voz, apenas entre os professores estima-se que 2% deles estejam afastados por rouquidão, gerando uma despesa anual de R$ 100 milhões.
- Usar a voz de maneira inadequada pode causar disfonia (alteração da voz), como rouquidão crônica, hemorragia nas cordas vocais, e quando há associação com o fumo aumenta o risco para doenças benignas da laringe.
- Um único momento de abuso como, por exemplo, o grito de gol de um torcedor durante uma partida de futebol, já é capaz de gerar lesões nas cordas vocais. Esta lesão, embora benigna, não sendo tratada pode se transformar numa rouquidão crônica.
Fontes de pesquisa: www.ablv.com.br e www.accamargo.org.br
Micos dos apresentadores de TV
AO VIVO é aquela coisa né – palavras, gestos, ações que não voltam… Impossível recomeçar sem sequelas… Imagens que ficam eternizadas na internet… E um dos maiores micos do telejornalismo recente foi mesmo o do Boris Casoy, não há como negar.
Para quem não sabe qual foi (literalmente estava fora do ar da Terra), recordando: no último dia de 2009, Boris – sem saber que os microfones do Jornal da Band estavam abertos – disse que era uma “merda” ver “dois lixeiros desejando felicidades… do alto de suas vassouras… dois lixeiros… o mais baixo da escala do trabalho”.
Difícil imaginar que um jornalista ( aparentemente tão politicamente correto) fosse capaz de dizer tais absurdos e de forma tão displicente. A reação: um grupo de garis entrou com uma ação contra a Band pedindo indenização por causa das declarações ofensivas. Dos 6 000 garis no estado, 815 já entraram no juizado especial pedindo cada um 4 080 reais da Band – Boris ficou de fora da ação. A justiça deve decidir o desfecho até o próximo dia 30.
Como se o episódio lamentável já não fosse suficiente, mais um mico: a Band propôs um como acordo judicial um programa totalmente dedicado a exaltar a profissão dos garis. O pedido foi rejeitado, é claro. Só rindo mesmo.
E para se rir ainda mais não deixe de clicar nesta vídeogaleria da revista Veja com 10 Micos dos Apresentadores. Muito bom, tem de tudo: de pedido de casamento, a vômito no ar.
Santa Clara – Padroeira da Televisão
Gente, eu já tinha escutado mas não me recordava: Santa Clara (que inspirou o meu nome) é a Padroeira da Televisão…
De acordo com um dos seguidores do William Bonner no Twitter, olha a explicação: “Clara na noite santa de Natal muito doente, não pôde ir a Santa Missa,então a Divina Providencia a fez ver toda a Celebração através das Paredes de sua Cela no Mosteiro de São Damião.POr isso é considerada Padroeira da Televisão”.
Feliz Dia do Jornalista!!!
“O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter.” (Cláudio Abramo)
“Os jornalistas são os trabalhadores manuais, os operários da palavra”. (Marguerite Duras)
“Jornalismo é a segunda mais antiga profissão.” (Paulo Francis)
“Jornalismo: a capacidade de vencer o desafio de encher o espaço.” (Rebecca West)
p.s.: Minha coluna no site da Associação Paraibana de Imprensa é sobre o tema.
Manual básico da boa aparência (na TV ou fora dela)

Referências de estilo no telejornalismo: Fabiana Scaranzi, Fátima Bernardes, Ana Paula Padrão e Patrícia Poeta
Conquistar e manter uma boa aparência não é exatamente uma tarefa fácil. Especialmente se o seu trabalho depende diretamente deste aspecto e se você faz isto sob a vista do público, como é o caso dos jornalistas de TV, por exemplo. Encontrar o estilo certo pode consumir tempo e (muito) dinheiro.
Na Inglaterra a insatisfação pública de uma apresentadora da BBC a respeito dos gastos com a aparência ganhou as manchetes quando ela declarou, que “preferia ler as notícias nua”.
A jornalista entrou com uma ação contra o órgão equivalente à nossa Receita Federal para receber o reembolso de parte dos gastos que tem com o visual – de acordo com ela cerca de 4.500 libras por ano com roupa, cabeleireiro e lavanderia. Sian Williams teve o pedido negado sob a alegação de que seria impossível separar as despesas para o trabalho, das pessoais. Então emitiu a tal declaração polêmica.
Mas, polêmicas a parte (porque é inviável ler notícias ao natural), todo mundo que trabalha em TV sabe como realmente é complicado estar sempre bem no vídeo. Não é aceitável repetir roupas em excesso, nem aparecer com o cabelo desgrenhado ou sem maquiagem.
Salvo raras exceções, só mesmo as grandes emissoras tem a disposição um stylist, cabeleireiro, maquiador, além de um orçamento para compra do figurino.
Entretanto, caindo na real e sabendo que ter boa aparência é mesmo imprescindível, achei muito interessante e pé no chão uma reportagem da revista Manequim com dicas sobre como o “o asseio com a roupa deve sobrepor quaisquer exigências”. Em linhas gerais, nem sempre estar bem-vestido significa ter roupas novas nem estar na moda, mas sim ter alguns cuidados com o que você veste.
Regrinhas básicas e essenciais: evitar peças justas, curtas, transparentes e decotadas durante o expediente. Ter cautela com os exageros da moda. Preferir roupas em cores neutras. Equilibrar o visual com acessórios modestos e maquiagem leve.
Outros cuidados que são a base da “boa aparência” (e para qualquer profissional):
Roupa limpa, sempre – Independentemente do seu estilo ou do seu trabalho, roupa suja transmite a impressão de desleixo.
Amareladas pelo tempo - Com as tendências das passarelas é comum encontrar roupas com lavagens e efeitos de cor. Mas é preciso ficar atenta a peças com manchas ocasionadas pelo tempo. Elas deixam qualquer produção deselegante.
Amassado naturalmente - Estar alinhado não é sinônimo de ser chique nem sofisticado. Roupas bem-passadas, alisadas, refletem a imagem de um funcionário impecável. Tudo dentro dos limites, já que tecidos como algodão, linho e cambraia marcam as dobras do corpo, mas isso não deve ser preocupação, afinal esse é um processo natural da fibra.
Efeito desgastado – Evite usar peças com pequenos furos ou costura desfeita no ambiente de trabalho.
Foco nos pés – Pode não parecer, mas os sapatos são essenciais na hora de compor um look, por isso eles devem ser bem-cuidados e estar sempre limpos. O mesmo vale para sandálias, mocassins, tamancos e botas.
Botões no lugar - Fique atenta a esse detalhe antes de se vestir. Camisas, casacos e cardigãs são peças clássicas que ficam deselegantes com botões soltos. Se perder, mesmo que seja um, substitua todos com o mesmo design.
Cuidados pessoais - Unhas limpas e cortadas, cabelos bem-cuidados, dentes escovados e depilação em dia também são muito importantes para ter uma boa imagem.
Tempos difíceis…
“Fazer jornalismo hoje no Brasil e na América Latina está mais difícil que no passado recente. Antes éramos vítimas de uma só facção, hoje são várias, de todos os lados.”
Albeto Dines, jornalista responsável pelo Observatório da Imprensa, no seminário Liberdade de Expressão/Direito à Informação nas sociedades contemporâneas da América Latina.
Porque os apresentadores de notícias não são pagos como jornalistas?
Nos Estados Unidos acontece um fenômeno – que fiquei imaginando – também acontece por aqui. Ao mesmo tempo em que se alardeia uma crise financeira nos veículos de notícia, as redações ficam mais “enxutas”, mas os salários de alguns “apresentadores-estrelas” são cada vez mais altos.
No mês passado o New York Times noticiou que a ABC News anunciou um corte na equipe de 300 a 400 profissionais – aproximadamente um quarto da força de trabalho da corporação.
Três dias após a declaração, o jornal publicou uma página inteira de publicidade “photoshopada” com as maiores e mais bem pagas celebridades da rede. A foto incluía estrelas dos seriados Lost, Desperate Housewives e Grey’s Anatomy, lado a lado, com os apresentadores do Evening News – Diane Sawyer – e do Good Morning América – George Stephanopoulos.
E daí? Bem, a publicidade leva a uma conclusão óbvia: que as emissoras estão esvaziando sua divisão de notícias para investir em estrelas. Profissionais que custam aí cada um na casa dos 20 a 25 milhões de dólares, somando salário com publicidade. Pode ser mera coincidência que as redes não possam mais pagar as atuais equipes de jornalistas?
Ironicamente, o presidente da ABC, David Westin, em referência aos cortes das redes, declarou em tom de lamentação (hipócrita): “não posso ver um maior desafio à Primeira Emenda do que as ameaças enfrentadas por tantas das nossas corporações de notícias… ameaças a sua capacidade de ter recursos para empregar repórteres e dar o suporte que eles precisam”.
Talvez se os apresentadores e até mesmo os presidentes das redes de notícias fossem pagos como jornalistas, mais recursos estariam livres para serem investidos na genuína apuração das notícias.
Veteranos editores e repórteres produzem um material noticioso analítico muito mais valioso do que as estrelas das redes de TV fazem – e sem custar milhões a suas companhias a cada mês.
De quem foi a ideia de demitir cada vez mais jornalistas (muito mal-pagos por sinal) para pagar salários de estrelas de cinema para “apresentadores-celebridades”? Obviamente que resguardadas as proporções, uma incógnita que também nos inquieta no Brasil, principalmente nas emissoras de rede.
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