Telemultimidia

TV e Redação Multimídia em foco

Pela net… Capas + Planejamento Gráfico

O Newseum, museu interativo de notícias, disponibiliza diariamente capas originais  digitalizadas dos principais jornais ao redor do mundo (inclusive vários brasileiros). Uma ferramenta muito útil para quem está fazendo monografia e/ou teses sobre a análise de capas e de discurso. Mas atenção: as capas só estão disponíveis no dia em que são veiculadas. O site mantém um arquivo especial só para as edições de dias marcados por eventos com importância histórica (do ponto de vista dos americanos).

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E para quem gosta de planejamento gráfico vale à pena dar uma olhada no site do consultor de designer Mário Garcia, responsável pelo planejamento gráfico de cerca de 400 jornais em mais de 35 países.Ele é o proprietário do Mario Garcia Media Group, empresa voltada ao design de jornais, revistas e publicações eletrônicas com sede em Tampa, na Flórida. No site encontram-se notícias sobre o mundo do design na mídia norte-americana. A página oferece ainda uma agenda de eventos voltados à área e também publica dicas e idéias aos profissionais e indica livros.

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The Bivings Group (TBG) é uma empresa de web-comunicação com sede em Washington, DC que desenvolve web-programas para corporações, associações comerciais, firmas de advocacia, políticos e outros. A empresa mantém um blog que pode ser útil para quem gosta de estar antenado com as últimas novidades em web design e na área de comunicação global. O The Bivings Report (TBR) traz notícias, pesquisas, análises do impacto da comunicação no mundo dos negócios. Eles publicaram recentemente uma lista dos dez melhores sites de jornais dos EUA. Os critérios variaram entre melhor apresentação, melhores propagandas, design, efeitos estéticos.


agosto 20, 2009 Publicado por | Internet, Jornalismo, Jornalismo Gráfico, Leitura, Texto, Web | , , | Deixe um comentário

Cobertura do desastre Air France 447: a importância dos infográficos

Fonte: Revista Época

Fonte: Revista Época

Um avião desaparece do mapa… Sobrevoava o Oceano Atlântico – mar selvagem – longe da terra… Como vai ser a cobertura da TV? Como mostrar aquilo que não pode se enxergar? Aquilo que ninguém fora da aeronave viu ou pode contar? Como explicar a milhões de pessoas que se identificam com o acontecimento o que pode ter causado o sumiço e provável queda da aeronave? Uma das repostas pode estar nos infográficos, nas animações, nas simulações baseadas em depoimentos de especialistas, rota planejada, mapas meteorológicos e mesmo suposições. Nessas horas em que não há o que se mostrar – o avião caindo, os restos do avião e mesmo a ação das buscas – esses recursos podem ajudar a preencher as lacunas de um fato “sem imagens”.  

A cobertura também se concentra mais nos símbolos, nos personagens que sofrem mais diretamente com o acontecimento, acaba sendo menos nua e crua e se torna mais emotiva. Mas nas explicações e nos aspectos mais técnicos são mesmo as simulações e os infográficos que substituem a ação real – finalizada em oceano profundo.

A cobertura do Jornal Nacional – no dia que sucedeu o desaparecimento – foi um exemplo dessa estratégia – as reportagens foram baseadas em gráficos, mapas e imagens “construídas”. E se não conseguiu diminuir os “mistérios”, foi eficiente ao tentar exibir hipóteses aos telespectadores. 

Al Thompkins dá algumas pistas de como elaborar e produzir gráficos inteligentes, que realmente enriqueçam o noticiário e principalmente que consigam se aproximar ao máximo da real situação: 

1. Compreenda primeiro, depois seja compreendido. Você entendeu claramente a história? A informação que voce tem faz sentido? É lógica, verossímel e confiável? Você conhece a fonte e a motivação da fonte que esta concedendo a informação? 

2. Qual é o contexto do gráfico? Se for sobre o aumento da queda de aviões, levante quais foram as causas desses acidentes. Se for sobre o aumento do número de crimes, apure onde este crescimento acontece. Como este aumento se compara com o padrão total do objeto?

Exemplo (adaptado):

Recife teve 50 homicídios este ano; João Pessoa registrou 25 casos. Recife é uma cidade que tem 2 vezes mais perigosa do que João Pessoa?

Recife tem uma população de 200.000 pessoas.
João Pessoa tem uma de 25.000 pessoas.

A taxa de homicídios em Recife é 50/20,000 (ou 1 em 4.000).
A taxa de homicídios em João Pessoa é 25/25.000 (ou 1 em 1.000).

Então na verdade, João Pessoa tem taxa de homicídios 4 vezes mais alta do que Recife. 

3. Perguntas mais sofisticadas produzem melhores gráficos. O aumento dos homicídios é 100% o resultado de um homicídio em massa (massacre) ou de muitas ações em diferentes áreas da cidade? O aumento representa uma elevação significante na criminalidade, ou partiu da taxa de uma pessoa morta por ano para duas por ano? Como você pode mostrar onde os crimes ocorrem na sua cidade? Muitas cidades têm zonas de crimes – não casos aleatórios que acontecem em qualquer lugar.

4. Pense em formas – não em números. É difícil ver a relativa natureza dos números quando eles aparecem tão rápido na tela da TV. Mas é fácil entender o aumento de um orçamento quando uma bolsa de dinheiro é exibida crescimento na tela. Imagine que você não tem palavras – que o gráfico é tudo o que o telespectador vê. Quão claramente eles poderiam entender o que você está tentando mostrar? 

5. Seja claro sobre a proposta do gráfico. Alguns gráficos reconstroem imagens factíveis como um experimento médico ou o sistema de um prédio. Outros ilustram o intangível como orçamentos ou a fusão de bancos. Questione. O que exatamente você quer que o telespectador aprenda com o gráfico? Você vai conseguir expressar em uma curta sentença: quero que os telespectadores vejam que o orçamento dobrou ou que os estupros acontecem com mais freqüência entre determinadas quadras da cidade. 

6. Pegue leve nos números.

Analise este quadro:

1997 54
1998 63
1999 71

Os números são simples mais não tão efetivos enquanto gráficos. Seus olhos tentam fazer cálculos mentais primeiro, depois observam a diferença nos números próximos a eles. De um lado para o outro e de um lado para o outro, são mais de 12 vezes para absorver a informação.

Um gráfico mais fácil de compreender pode ser:

1997 ———- 54
1998 ————- 63
1999 —————– 71 

7. Movimento é bom, mas use com cuidado. O gráfico acima pode ser efetivo se a linha aumenta enquanto os números são revelados. Mas tenha cuidado com o movimento. Faça coisas aparecer ou sumir na proporção exata do período de tempo que isso exige. 

8. Escreva após fazer o gráfico – não o contrário. Isto vai assegurar que o texto e o gráfico vão combinar perfeitamente.

9. Chame alguém para dar uma olhada. Deixe-os dizer ao que o gráfico os conduz. Não é diferente da edição de um texto.

junho 3, 2009 Publicado por | Cobertura Especial, Jornalismo, Jornalismo Gráfico, Mídia Eletrônica, Multimídia, Telejornalismo, Televisão | , , , , | Deixe um comentário

Estudantes de Jornalismo Gráfico aprendem a trabalhar através das plataformas

 

Estudantes de Jornalismo Gráfico nos EUA estão descobrindo a versatilidade das habilidades multimídias como importante componente para o sucesso profissional.
“É um grande desafio, considerando que a indústria passa por momento de transição”, avalia a diretora de Jornalismo Gráfico da faculdade Ball State, Jenifer George-Palilonis.
Muitas universidades por lá estão renovando os programas acadêmicos tentando antecipar como as coisas podem estar daqui a 10 anos –- não apenas como estão hoje. 

George-Palilonis aponta novas ideias para quem se interessa por Jornalismo Gráfico: 

- A coisa mais importante é aprender a trabalhar através das plataformas:

Mesmo em ambientes de jornais, as pessoas não estão designadas apenas para uma área. “Ao invés de ter classes separadas para estudantes de impresso e de online, nós temos aulas de informações gráficas através de plataformas – trazendo a tele/rádio difusão para isto, com guias em animação 3-D, gráficos narrados em áudio. E o design de notícias agora inclui ambos – impresso e online – pegando uma simples história e contado-a através das plataformas e observando como o como o impresso e o online podem afetar um ao outro, criando diálogos”.  

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Além dos cursos que estão consolidados no currículo, algumas faculdades já começam a trabalhar com tópicos especiais:

“Os estudantes trabalham juntos desenvolvendo o que nós chamamos de Games Jornalísticos. Usando Adobe Flash e narrativa multimídia, estudantes criam estratégias de gaming para elaborar jogos que podem ajudar as pessoas a entender tópicos de notícias. Um dos melhores jogos nós chamamos de ‘Um dia na vida do soldado’. Os usuários tinham que procurar por explosivos improvisados em uma área rural, com o tempo de um relógio correndo. Ajudava a demonstrar o stress dos nossos soldados no Iraque. Eu também estou envolvida com outra disciplina chamada de iMedia, em que estudantes de telejornalismo, impresso, ciência da computação e publicidade trabalham juntos para criar noticiários interativos e aplicativos de publicidade para a televisão e iPhone”.

- Para onde os estudantes vão depois da graduação?

“Muitos vão para os jornais. De forma interessante, tão achatada como a indústria de notícias está, continuo recebendo ligações dos jornais procurando especialistas em gráficos. Percebo isto como um bom sinal de que o estudante de Jornalismo Gráfico, em particular, tem a capacidade de se tornar mais adaptável para trabalhar com várias plataformas.

- Multimídia ainda é uma prioridade secundária?

“Sim. Acho que para a maioria dos pequenos e médios jornais, é um problema de recursos. Ouço de editores que eles precisariam estar fazendo mais multimídia. Eles querem isto. Mas quando é assunto é a atual escassez de recursos, eles ficam em posição de ter que preencher, trabalhar do insuficiente para o inexistente. É uma luta constante entre tentar mover adiante e produzir mais multimídia e não ter recursos para colocar os jornais nas ruas todos os dias”.

- Quais seriam outras posições de trabalho para esses graduados? Talvez coisas menos comerciais como ONG’s ou museus? Estes são lugares que devem precisar de informação baseada na narrativa multimídia.

“Nos anos 80 e 90 teria que ser assim: ‘Se você não quer trabalhar em um jornal, dê o fora da área’. Este programa (Jornalismo Gráfico) ainda é o lugar se você quer ser um jornalista de impresso com ênfase no visual. Mas tudo está mudando muito. Temos de nos assegurar de não alienarmos os estudantes que podem se beneficiar com os conceitos que ensinamos. E temos que reconhecer que o jornalismo está mudando tanto, que não podemos definir tudo que ensinamos através das lentes dor jornais. Embora… eu acredite com veemência que o jornal esta no coração do que fazemos”.

maio 23, 2009 Publicado por | Carreira, Jornalismo, Jornalismo Gráfico, Mídia Eletrônica, Multimídia, Redação, Web | , | Deixe um comentário

Crise econômica? Não para a “The Economist” (nem para a Louis Vuitton)

Em entrevista às páginas amarelas da Veja, o estilista da Louis Vuitton, Marc Jacobs, decretou que a indústria do luxo continua viva: 

Marc Jacobs: Indústria continua viva

Marc Jacobs: "Indústria continua viva"

“Se oferecermos alguma coisa instigante, interessante, as pessoas vão comprar. Só terão de priorizar.” Parece que a mesma lógica vale para o Jornalismo. Se oferecermos notícia instigante, interessante, as pessoas vão comprar. Só terão de priorizar.  

 

Exemplo disso: enquanto muitas revistas americanas acompanham uma “hemorragia” de leitores e enxugam equipes, a circulação da The Economist dobrou nos últimos sete anos e o número de páginas cresceu gradualmente, mesmo que permaneça sendo uma revista cara para leitores e anunciantes.

A Vanity Fair publicou um artigo interessante sobre a “inveja” que a prosperidade da revista inglesa provoca nas duas principais magazines semanais americanas: “Por que a Time e a Newsweek nunca vão ser a The Economist”.  

 

Time e Newsweek: à sombra...
Time e Newsweek: à sombra…

Entre algumas razões eis as principais:

- Ao invés de encher os artigos com citações (de interesse próprio) de ministros de governo de quem o leitor nunca ouviu falar, os correspondentes apenas relatam os fatos essenciais e fazem um significativo levantamento pessoal dos fatos, quer a informação venha da própria reportagem, da imprensa local ou de alguma fonte obscura.

- Em tempos de confusão financeira, as pautas trabalhadas pela revista são sedutoras: uma das últimas campanhas publicitárias da The Economist foi alavancada pela citação do bilionário Larry Ellison: “Eu costumava achar. Agora, eu apenas leio a The Economist.” A revista trabalha para se transformar em leitura obrigatória para assuntos financeiros (assim como o The Wall Street Journal).

- O apelo esnobe do veículo é único: as pessoas carregam a revista para aparentar sofisticação inglesa: “The Economist é como o café exótico que vem de grãos que foram comidos e expelidos por um gato-de-algália da Indonésia, e a Time e a Newsweek são como o Starbucks – milhões de pessoas tem acesso as lojas da rede, mas isso não é motivo de orgulho”.  

Bem, acredito que não seja necessário trazer a discussão para as nossas necessidades – seja em plataforma ou mercado. Em linhas gerais, é como relacionar moda com jornalismo e Louis Vuitton com The Economist – a lógica é bem semelhante – informação de qualidade, consumidor garantido. Ah, e vale a pena dar uma espiada diária nos gráficos super criativos.   

 

Informação gráfica - infografia: Profissões mais comuns dos políticos no mundo...

Informação gráfica - infografia: Profissões mais comuns dos políticos no mundo...

 

 

abril 21, 2009 Publicado por | Carreira, Internacional, Internet, Jornalismo, Jornalismo Gráfico, Mídia Americana, Multimídia | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Jornalismo Gráfico: criação de uma capa

Design gráfico, web designer, infografia, ilustração. Tudo isso você encontra na ótima coluna da Revista Época sobre Jornalismo Gráfico. No fazcaber você acompanha o passo a passo da produção de uma capa ou a ilustração mais elaborada de uma matéria. Bastidores do pessoal de arte, infográficos e notícias sobre arte, design e novas tecnologias. Eis um vídeo que exibe como é o processo de criação de uma capa:

abril 20, 2009 Publicado por | Internet, Jornalismo Gráfico, Mídia Eletrônica, Multimídia, Web | , , , , | Deixe um comentário

   

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